Covid: Butanvac começa a ser produzida nesta quarta-feira em São Paulo

Butanvac é uma vacina contra Covid-19 produzida integralmente em território nacional pelo Butantan em parceria com consórcio internacional

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quarta-feira (28), na sede do Instituto Butantan, que hoje começam a ser produzidas as doses da Butanvac, vacina contra Covid-19 produzida, integralmente em território nacional, pelo centro de pesquisas em parceria com consórcio internacional.

O Butantan começa nesta quarta-feira a produção do primeiro lote de imunizante, com 1 milhão de doses da vacina. Dória anunciou que a previsão é de que sejam produzidas 18 milhões de doses da vacina na primeira etapa, até a primeira quinzena de julho. O imunizante aguarda a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso emergencial contra o novo coronavírus.

O governador de São Paulo cobrou agilidade da Anvisa para que aprecie o pedido para início dos testes clínicos. Na terça-feira (27), o órgão regulador disse que os dados informados pelo Butantan no pedido de testes da vacina Butanvac estão incompletos e não atendem aos requisitos técnicos.

A Anvisa suspendeu o prazo para análise do pedido de testes da Butanvac até que o Instituto apresente os documentos solicitados.

Butantan antecipará entrega de doses da Coronavac

Também nesta quarta-feira, João Doria comunicou que o Instituto Butantan antecipará a entrega de 600 mil doses da Coronavac para o Ministério da Saúde. A entrega, antes prevista para 3 de maio, deve acontecer na próxima sexta-feira (30).

Doria agradeceu a antecipação de entregas dos imunizantes ao trabalho dos profissionais do Instituto Butantan. “Graças ao trabalho em quatro turnos de profissionais do Butantan, 24h por dia, incluindo sábados, domingos e feriados”, destacou o tucano.

Ele ressaltou que a Coronavac é responsável pela maior parte da imunização no País e que “de cada dez brasileiros, oito estão recebendo no braço a vacina do Butantan”, afirmou.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, atribui a antecipação à necessidade de alguns estados de aplicar a segunda dose da vacina — ressaltando não ser esse o caso de São Paulo, que já havia reservado lotes do imunizante para essa fase.

Dimas Covas também informou que espera, até o final desta semana, uma posição do laboratório chinês Sinovac sobre a entrega de 3 mil litros do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) necessário para produção do imunizante.

“Solicitamos inclusive um aumento de 3 mil para 6 mil litros e devemos ter essa resposta também brevemente”, informou o Covas, que espera a entrega dos insumos para poder entrar “em um ritmo de produção acelerado” do imunizante.

* Com Estadão Conteúdo.