CRAS Central de Monlevade será chamado de Marina Eugênio de Souza; entenda

O CRAS está atualmente localizado na rua Armando Batista, no bairro Rosário.

CRAS Central de Monlevade será chamado de Marina Eugênio de Souza; entenda
Foto: Divulgação PMJM

Na reunião ordinária da Câmara Municipal de João Monlevade realizada nessa quarta-feira (15), os vereadores aprovaram em turno único o projeto de lei 1.329/2023, de autoria do vereador Belmar Diniz (PT), que nomeia o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Central. O nome sugerido para o local é o de Marina Eugênio de Souza, popularmente conhecida como Dona Preta.

O CRAS está atualmente localizado na rua Armando Batista, no bairro Rosário.

Cara nova

Belmar agradeceu os vereadores pela aprovação da matéria. “O nome escolhido para o CRAS Central é uma homenagem justa e merecida para essa grande líder comunitária”.

Já o vereador Revetrie Teixeira (MDB) endossou a fala de Belmar e enalteceu a história da Dona Preta. Na oportunidade ele solicitou ao Executivo a instalação das placas nas ruas que já tiveram seus nomes definidos pela Casa Legislativa.

Os vereadores Marquinho Dornelas (PDT), Thiago Titó (PDT) e Gustavo Maciel (Podemos) também parabenizaram o autor do projeto pela escolha do nome e reforçaram a importância de reconhecer a trajetória de personalidades locais que contribuíram para a história da cidade.

Quem foi?

Dona Preta foi uma importante liderança na luta pelos direitos das profissionais domésticas e lavadeiras em João Monlevade, tendo fundado a Associação das Profissionais Empregadas Domésticas e Lavadeiras da cidade além de ter participado de diversos movimentos populares.

Em 1980, foi participante ativa do histórico “Encontro de Monlevade”, que daria origem à Articulação Nacional dos Movimentos Populares e Sindicais (Anampos).

Ela também contribuiu para que direitos fundamentais da categoria fossem garantidos na Constituição Federal de 1988 e se tornou a primeira vereadora negra e doméstica do país em 1988, pelo PT. Em seu mandato, se empenhou pela criação do Conselho da Mulher e da Lavanderia Comunitária.

Dona Preta faleceu em 2017, deixando um importante legado para a cidade.