Criminosos deixam prisão em BH com alvarás falsos e TJMG determina recaptura

Fraude foi identificada em menos de 24 horas, mandados foram restabelecidos e forças de segurança foram acionadas

Criminosos deixam prisão em BH com alvarás falsos e TJMG determina recaptura
Imagem: Reprodução/Google Maps

Quatro homens deixaram o sistema prisional de Minas Gerais no último sábado (20) após apresentarem alvarás de soltura falsificados. O caso ocorreu no Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte, e levou o Tribunal de Justiça de Minas Gerais a restabelecer os mandados de prisão e acionar as forças de segurança para recaptura dos envolvidos.

Segundo o TJMG, todas as ordens judiciais fraudulentas foram identificadas e canceladas em menos de 24 horas após a emissão. Com a anulação dos documentos, os detentos passaram a ser considerados foragidos da Justiça. Até a manhã desta terça-feira (23), um dos quatro já havia sido localizado e preso novamente.

De acordo com as informações divulgadas, os homens estavam presos desde o dia 10 de dezembro e conseguiram sair da unidade após a inserção de dados falsos no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), sistema administrado pelo Conselho Nacional de Justiça. A fraude teria sido articulada por um hacker preso no início do mês, suspeito de integrar uma quadrilha especializada em invadir sistemas judiciais para alterar mandados de prisão e alvarás de soltura.

Em nota oficial, o TJMG afirmou que adotou todas as providências necessárias para a restauração dos mandados prisionais e destacou que órgãos de segurança estaduais e federais foram mobilizados. O tribunal também informou que mantém vigilância permanente sobre seus sistemas para prevenir novas tentativas de violação e reforçou a confiança nos mecanismos de controle do Judiciário.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública confirmou que os detentos deixaram a unidade após a apresentação dos documentos fraudulentos e informou que o caso é alvo de apuração administrativa e criminal. Segundo a secretaria, as investigações seguem em andamento para identificar todos os responsáveis pela fraude e localizar os foragidos restantes.

As autoridades não divulgaram, até o momento, detalhes sobre o histórico criminal dos envolvidos nem prazo para a conclusão das apurações. O episódio reacende o debate sobre a segurança dos sistemas judiciais e o impacto de ataques digitais no cumprimento de decisões da Justiça.