Crise do Master tem efeito dominó, atinge 5 estados e gera alerta de R$ 30 bilhões
As fraudes no BRB de compra de títulos podres do Master podem superar os R$ 10 bilhões
As fraudes na tentativa de compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília) causaram o temor de um efeito-dominó ainda não detectado pelo mercado, acenando com a possibilidade de um rombo estimado em ao menos R$ 30 bilhões os cofres de quatro estados e do Distrito Federal, originado por um movimento tido como ativo do BRB: a criação do chamado “PIX Judicial”, que agilizou a liberação de depósitos judiciais do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios).
Diante do sucesso da ferramenta, o BRB venceu as licitações para implementar o PIX Judicial nos tribunais da Bahia, do Maranhão, de Alagoas e Paraíba, o que pode causar um rombo estimado em cerca de R$ 30 bilhões por pessoas que acompanham a questão de perto.
A partir daí o BRB passou a administrar decisões que determinam a parte do processo o depósito em conta bancária sob controle da Justiça, que funciona como garantias contra calotes, assegurando o pagamento devido ao final da ação.
Se o BRB não tiver condições de honrar os compromissos assumidos com as Cortes estaduais e não conseguir liberar o dinheiro das ações judiciais sob responsabilidade do BR, os governos estaduais terão que assumir o prejuízo como garantia da Justiça.
As fraudes no BRB de compra de títulos podres do Master podem superar os R$ 10 bilhões, porém, puseram em risco toda a operação do BRB, o que leva a crer que, sem aporte financeiro de grande monta, o BRB não vai conseguir honrar seus compromissos e vai prejudicar a liberação das verbas judiciais, obrigando intervenção dos Executivos estaduais, responsáveis pelos repasses que fazem parte dos orçamentos que compõem o orçamento dos tribunais de justiça.
Nos bastidores, o pedido de socorro à União é iminente, já que o Distrito Federal não teria condições de um aporte no BRB para resolver as contas depois do dano provocado pela fraude do Master. Os quatro governos nordestinos também não teriam como honrar o problema gerado pelo BRB por viverem uma situação fiscal difícil.




