Crise econômica global? Combustível pode disparar preço se Irã fechar Estreito de Ormuz

A decisão ainda tem que passar Conselho Supremo de Segurança Nacional e pelo aiatolá Khamenei, chefe político e militar do regime islâmico

A primeira medida determinada pelo Parlamento iraniano após as incursões norte-americanos em seu território para bombardear três instalações nucleares foi o fechamento do Estreito de Ormuz, canal entre o Irã e Omã, por onde navegam navios petroleiros e cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo.

Seu fechamento pode fazer disparar o preço dos combustíveis em todo o planeta.

A decisão ainda tem que passar Conselho Supremo de Segurança Nacional e pelo aiatolá Khamenei, chefe político e militar do regime islâmico.

O estreito tem 33 quilômetros de largura e é a passagem de petroleiros mais importante do mundo, e seu fechamento pode proporcionar novas ações contra o Irã.

Entre o início de 2022 e maio de 2025, cerca de 17,8 e 20,8 milhões de barris diários de petróleo bruto, condensado ou combustível utilizaram essa rota, conforme dados da plataforma Vortexa, e um bloqueio afetaria países do Golfo, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, grandes produtores e exportadores do ouro negro.

Segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos, os oleodutos da região estão em capacidade ociosa de ao menos 2,6 milhões de barris diários, conforme dados de junho de 2024.

Já no primeiro dia do conflito entre Israel e Irã, os preços do petróleo subiram 8%, um dos maiores movimentos diários desde a invasão russa à Ucrânia em 2022.

A JP Morgam avalia que uma obstrução do Estreito de Ormuz pode elevar os preços para entre US$ 120 (R$ 658, 64) e US$ 130 (R$ 713, 52) por barril.

*Fonte: O Tempo