Crise no comando da Petrobras tem dia D nesta segunda-feira
Prates já havia solicitado um encontro com o presidente Lula, na semana passada, sem no entanto ter tido retorno
A tensão envolvendo a permanência ou não do atual presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, deve ter uma definição ainda nesta segunda-feira (8). Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem na agenda de hoje um encontro com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, levantando especulações sobre possíveis discussões sobre a atuação de Prates à frente da estatal.
Prates já havia solicitado um encontro com o presidente Lula, no início da semana passada, sem no entanto ter tido retorno.
No domingo, Lula convocou seus ministros para uma reunião em Brasília para abordar a crise na petrolífera brasileira — o que pode acontecer ainda hoje. Fernando Haddad viajou de São Paulo para a reunião no Palácio da Alvorada. O ministro da Comunicação Social, Paulo Pimenta, também deve participar da reunião.
A possível saída de Prates da presidência da Petrobras ganhou força após o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, admitir diferenças com o presidente da estatal. Aliados de Prates interpretam a atitude como uma declaração de guerra.
Silveira tem procurado se manter próximo da Casa Civil em assuntos que hoje preocupam Lula e aliados no quesito queda de popularidade do presidente nas pesquisas de opinião, como o preço da energia elétrica.
Lula tenta viabilizar uma medida provisória para antecipar pagamentos da privatização da Eletrobras e, com isso, reduzir a conta de energia em até 3,5%. A antecipação seria de ao menos R$ 26 bilhões, que entrariam no cofre da União ao longo de 30 anos.
Lula estaria vendo a possibilidade de transferir Aloísio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o comando da estatal.
Depois de algumas divergências no início do mandato, Mercadante procurou se aproximar do titular da Fazenda, Fernando Haddad, e apoiou a manutenção da meta fiscal de déficit zero.
No lugar de Mercadante, assumiria o diretor de planejamento do BNDES, Nelson Barbosa.




