Cruzeiro acumula erros dentro e fora de campo e vê classificação à final da Copa do Brasil mais distante

O Corinthians encarava sua quarta semifinal consecutiva da Copa do Brasil, enquanto a Raposa sonha em ampliar sua soberania na competição

Cruzeiro acumula erros dentro e fora de campo e vê classificação à final da Copa do Brasil mais distante
Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

O futebol costuma ser muito simples. Vinte e duas pessoas, divididas entre dois times, entram em campo e aqueles que marcarem mais gols vencem. Mas existem os jogos grandes. Estes costumam envolver aspectos importantes que extrapolam o gramado. Era o caso do confronto entre Cruzeiro e Corinthians, nesta quarta-feira (10).

O Timão encarava sua quarta semifinal consecutiva da Copa do Brasil, enquanto a Raposa sonha em ampliar sua soberania na competição da qual é o maior campeão, com seis taças. Ou parecia sonhar… a quantidade de erros cruciais nos faz questionar se o Cruzeiro realmente tinha a noção do que representava o jogo desta quarta.

Começando pelo extracampo, Pedro Lourenço e cia. Ltda aceitaram de bom grado a escolha da CBF pelo péssimo Anderson Daronco para o apito. Resultado: um gol irregular decidiu a partida e Lucas Romero, pilar do meio campo, foi suspenso para o jogo da volta por conta de um amarelo inexplicável. Sem falar nas incontáveis faltinhas que minaram o ritmo do confronto.

Dentro do campo, os erros foram ainda maiores. Diante de um Mineirão lotado, o Cruzeiro parece ter sentido o peso da partida desde o primeiro minuto, tendo muita dificuldade em se defender e pouco criando.

No aspecto tático, Dorival Jr. deu um banho em Leonardo Jardim. Ao contrário do jogo do segundo turno do Brasileirão, quando voltou a São Paulo com um acachapante 3 a 0, o técnico corintiano fortaleceu o meio campo com quatro jogadores que marcam e sabem jogar. Na frente, Yuri Alberto e Memphis Depay se movimentavam às costas da defesa cruzeirense e criavam chances.

Na prática, o Corinthians sempre teve um homem a mais no principal setor do campo, o que ficou claro na construção do único gol do jogo. Atrasado em todas as disputas, o Cruzeiro foi batido com extrema facilidade até que a bola chegasse ao fundo das redes.

A partir daí, a equipe paulista abdicou da bola e se fechou na defesa, mas pouco foi ameaçada. Ainda mais nervosa, a Raposa abusou dos cruzamentos inúteis e não criou nada para merecer o empate.

Uma fraca atuação que deixa lições importantes. Inexistente no primeiro jogo das semis, o time intenso e criativo do Brasileirão precisará aparecer no próximo domingo (14).

Sobre o colunista

Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.

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