Cruzeiro decide jogo no primeiro tempo, mas traz as melhores notícias do segundo
Compactado, o time de Leonardo Jardim praticamente não concedeu chances ao Vitória, voltando, pelo menos por um tempo, a ser o coletivo seguro e organizado com o qual o cruzeirense se acostumou

Realizado no último sábado (1º), o confronto do Cruzeiro contra o Vitória, no Mineirão, apresentou dois tempos distintos. Construído logo nos primeiros 45 minutos, o placar de 3 a 1, mantido até o apito final, sugeria uma ampla superioridade celeste. Ledo engano.
A eficiência ofensiva de Kaio Jorge – de volta às redes após período de seca – e Arroyo descomplicou um jogo que não foi fácil. Desesperado na tabela, o Vitória não se retraiu e criou inúmeras chances, obrigando Cássio a fazer grandes defesas e carimbando a trave da Raposa.
A lenta recomposição defensiva e a marcação espaçada, falhas constantes no segundo turno, voltaram a dar as caras. No futebol, é impossível falar em justiça. Como desmerecer o aproveitamento do Cruzeiro nas chances criadas contra a meta de Thiago Couto? Mas o 3 a 1 soou exagerado dado o equilíbrio da primeira etapa.
No segundo tempo, o jogo elétrico se acalmou e o placar se manteve. Mas, ironicamente, mesmo sem que nada acontecesse, o Cruzeiro deu ótimas e necessárias respostas. Compactado, o time de Leonardo Jardim praticamente não concedeu chances ao Vitória, voltando, pelo menos por um tempo, a ser o coletivo seguro e organizado com o qual o cruzeirense se acostumou.
Os quase 60 mil torcedores que compareceram ao Gigante da Pampulha torcem para que seja um resgate da essência do time que ousou se colocar entre os bilionários do Brasileirão.
Sobre o colunista
Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.
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