Cruzeiro: problemas antigos podem frear o impacto positivo das novidades

Em contraste com as boas impressões deixadas pela dupla de Gabriéis – Rojas e PEC -, Marquinhos, William, Wanderson e Chico da Costa demonstraram não terem nível para atuar pelo Cruzeiro

Cruzeiro: problemas antigos podem frear o impacto positivo das novidades
Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

No domingo (12), o Cruzeiro fez o seu segundo e último amistoso antes do fim da pausa do calendário brasileiro para a Copa do Mundo. A derrota por 3 a 1 para o Grêmio, no Mané Garrincha, pode preocupar alguns torcedores, mas não deve representar desespero. Dentro do que foi o jogo, o placar me pareceu elástico demais.

Além da grande eficiência do Grêmio no aproveitamento das suas chances, a equipe de Artur Jorge poderia ter tido melhor sorte caso convertesse pelo menos um dos dois pênaltis desperdiçados. Sem falar nas demais oportunidades perdidas, sobretudo na etapa inicial.

Feita a ponderação, os problemas apresentados neste domingo não são exatamente novos. Em contraste com as boas impressões deixadas pela dupla de Gabriéis Rojas e PEC, atletas como Marquinhos e William – titulares no jogo de ontem -, Wanderson e Chico da Costa (estes acionados durante o segundo tempo) deram novas provas de não terem mais nível para atuar pelo Cruzeiro.

Mais do que reforçar seu desequilibrado elenco, a Raposa precisa encontrar soluções para estes jogadores. William e Wanderson, por exemplo, já foram muito úteis no passado, mas a realidade do clube mudou.

Se antes a meta era se estabelecer, novamente, entre os gigantes do futebol brasileiro, a missão atual é ganhar títulos. E essa afirmação não é minha, é do dono da instituição. Para tal, o Cruzeiro deve apostar em nomes consolidados ou jovens promissores. Jogadores nota 6? Não servem mais.

Sobre o colunista

Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.

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