A pausa de um mês do Campeonato Brasileiro para a disputa do Mundial de Clubes, finalizado no último domingo (13), colocou uma pulga atrás da orelha do cruzeirense. O time seria capaz de manter o nível demonstrado na primeira parte da competição após o retorno aos gramados? Pois a resposta foi dada, de forma categórica, no jogo contra o Grêmio.
Aproveitando-se da reconhecida fragilidade do sistema defensivo gaúcho, o clube celeste atropelou os comandados de Mano Menezes com um sonoro 4 a 1. Do primeiro ao último minuto, o Cruzeiro foi intenso e ofensivo da forma com que seu torcedor se acostumou.
Com grande atuação de jogadores como Matheus Pereira, Lucas Silva, Romero, Fabrício Bruno e, sobretudo, Kaio Jorge, a Raposa provou por a + b que tempo de inatividade geralmente só é problema para times mal treinados, cuja sequência positiva é mais fruto de oba-oba do que de organização, embora ambos caminhem lado a lado.
O Cruzeiro, pelo contrário, ganhou um mês para fortalecer seu aspecto físico, já privilegiado devido ao calendário menos intenso do que os demais, e aprimorar seu jogo. Isso significa a garantia de títulos? De forma alguma.
Em dezembro, a Raposa pode fechar o ano com ou sem taças. Mas, certamente, isso não passará pela necessária pausa do Mundial de Clubes.
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Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.
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