“Cultura é tudo aquilo que aprimora e eleva a vida do cidadão”

“Cultura é essencial para que possamos consolidar princípios como democracia, igualdade, diversidade, pluralidade, justiça e paz”

“Cultura é tudo aquilo que aprimora e eleva a vida do cidadão”
Itabira recebeu, no dia 31 de outubro, Dia Nacional da Poesia e aniversário de Carlos Drummond de Andrade, a visita do secretário de Estado da Cultura, Angelo Oswaldo de Araújo Santos. Era o último dia da Semana Drummondiana, evento promovido na cidade em homenagem ao Poeta Maior. Angelo chegou cedo, visitou pontos turísticos, conheceu o projeto Meninos de Minas e participou, no período da tarde, de uma solenidade no Teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA).
 
Depois do evento, mesmo sem agendamento prévio, concedeu entrevista a DeFato. Falou sobre o poeta itabirano, com quem teve o privilégio de se encontrar algumas vezes, e dos vários projetos em andamento em sua secretaria. Destaque para os recursos que estão sendo liberados para a cultura indígena, o Fundo Estadual de Cultura, as tradições afro-brasileira, as bandas de música, entre outros projetos.
 
Nascido em Belo Horizonte em 1947, Angelo Oswaldo é curador de arte, jornalista profissional, advogado e gestor público. Formou-se em Direito pela UFMG, em 1971, e cursou o Instituto Francês de Imprensa, em Paris (1973-1975). Foi crítico literário do Diário de Minas e editor do Suplemento Literário de Minas Gerais. Redator e editor de Cultura do jornal Estado de Minas, colaborou com a Folha de São Paulo, na condição de editorialista. Foi crítico de cultura da Globo Minas e colaborador do Jornal do Brasil. Colaborou ainda com o jornal francês Le Monde e foi consultor literário das Edições Gallimard em Paris.
 
Como gestor público, foi prefeito de Ouro Preto por três mandatos (1993-1996; 2005-2008; 2009-2012), secretário de Estado da Cultura de Minas Gerais (1999-2002) e ministro interino de Estado da Cultura do Brasil (1986 e 1987), na gestão do ministro Celso Furtado. Foi ainda chefe de Gabinete do Ministério da Cultura (1986-88) e presidente do Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC), entre 1985 e 1987. Membro fundador da Rede de Cidades Barrocas da América Latina, foi eleito vice-presidente para o biênio 2011-2012, em Puebla, México. Depois foi nomeado presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), de onde saiu para assumir a Secretaria de Estado da Cultura.
 
O senhor é um grande conhecedor da obra de Drummond. Chegou a conhecer o poeta?
Conheci pessoalmente Carlos Drummond de Andrade, tive o privilégio de me encontrar com ele algumas vezes e guardo uma carta muito bonita que ele me mandou quando celebramos os seus 70 anos, em 1972. Eu era editor de Suplemento Literário no Minas Gerais. Drummond sempre foi um colaborador, um entusiasta do suplemento. E ele nos escreveu com muito carinho para agradecer àquela homenagem. Ele morreu em 1987, quando eu trabalhava no Ministério da Cultura, e nós, também, naquele momento, prestamos uma grande homenagem a Drummond e sentimos imensamente a partida dele. Mas isso é da condição humana. Ele nos deixou uma obra singular, uma obra universal, que é reconhecida no mundo inteiro e traduzida para diversas línguas. A poesia de Drummond é reconhecida como uma das mais importantes expressões poéticas de todos os tempos.  
 
A entrevista completa pode ser conferida na edição 275 da revista DeFato. Já nas bancas!
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