Da Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano à Arquidiocese de Juiz de Fora: conheça a trajetória de dom Marco Aurélio Gubiotti

Nomeado arcebispo pelo Papa Leão XIV, o então bispo construiu uma trajetória marcada pela formação acadêmica sólida e atuação pastoral ampla

Da Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano à Arquidiocese de Juiz de Fora: conheça a trajetória de dom Marco Aurélio Gubiotti
Foto: Reprodução/Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano

A nomeação de dom Marco Aurélio Gubiotti para assumir a Arquidiocese de Juiz de Fora encerra um ciclo de mais de 12 anos à frente da Diocese de Itabira–Coronel Fabriciano e marca um novo capítulo em uma trajetória eclesial construída com forte dedicação à formação teológica, ao ensino e ao pastoreio direto das comunidades.

Natural de Ouro Fino, no Sul de Minas Gerais, dom Marco Aurélio Gubiotti nasceu em 21 de outubro de 1963, filho de Benedito Gubiotti e Natalina Gubiotti. Ainda jovem, iniciou sua caminhada vocacional no Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre, onde cursou Filosofia, antes de seguir para a formação teológica no Instituto Teológico Sagrado Coração de Jesus, em Taubaté, no interior paulista. A sólida base acadêmica seria uma marca constante de sua atuação na Igreja.

Em dezembro de 1987, foi ordenado diácono na Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Gonçalves, e posteriormente alçado a presbítero em 14 de janeiro de 1989, em sua cidade natal, Ouro Fino, na Paróquia São Francisco de Paula. Nos primeiros anos de ministério sacerdotal, atuou como vigário e pároco em diversas paróquias da Arquidiocese de Pouso Alegre, passando por comunidades como São Caetano, em Brasópolis, Santo Antônio, em Jacutinga, Nossa Senhora Aparecida, em Tocos do Moji, São Sebastião, em São Sebastião da Bela Vista, e Nossa Senhora de Fátima, em Santa Rita do Sapucaí e Pouso Alegre.

Paralelamente à atuação pastoral, dom Marco Aurélio aprofundou sua formação intelectual. Entre 1997 e 1999, cursou o mestrado em Sagradas Escrituras na Pontifícia Faculdade Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo, título concluído em 2000. A partir daí, passou a desempenhar papel central na formação de novos sacerdotes, cooperando com o Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre e assumindo funções de destaque no Instituto Teológico Interdiocesano São José (ITISJ), do qual foi diretor entre 2000 e 2005.

Sua ligação com o ensino superior católico também se consolidou na Faculdade Católica de Pouso Alegre (FACAPA), onde atuou como professor de Sagrada Escritura por mais de uma década, além de exercer o cargo de diretor-geral da instituição entre 2006 e 2009. Essa vivência acadêmica contribuiu para uma atuação episcopal fortemente ancorada na dimensão bíblica e catequética da Igreja.

Em 21 de fevereiro de 2013, dom Marco Aurélio Gubiotti foi nomeado pelo Papa Bento XVI como bispo da Diocese de Itabira–Coronel Fabriciano. A sagração episcopal ocorreu em 26 de maio do mesmo ano, em Ouro Fino, e a posse canônica como 5º bispo diocesano foi realizada em 16 de junho de 2013. Desde então, passou a conduzir uma diocese marcada por desafios sociais, econômicos e pastorais, especialmente em um território profundamente impactado pela atividade minerária.

Além do governo pastoral da diocese, dom Marco Aurélio acumulou funções institucionais relevantes. Tornou-se presidente da Irmandade Nossa Senhora das Dores (INSD), em Itabira, por força estatutária — assumindo a entidade responsável pelo Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD), e vice-presidente da Fundação Comunitária do Ensino Superior de Itabira (Funcesi). No âmbito da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi nomeado bispo referencial para a Comissão para o Serviço da Justiça, da Caridade e da Paz no Regional Leste 2, em 2016, e, em 2019, assumiu a função de bispo referencial da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética do mesmo regional.

Agora, com a renúncia de dom Gil Antônio Moreira aceita pelo Papa Leão XIV, dom Marco Aurélio Gubiotti é chamado a assumir a Arquidiocese de Juiz de Fora, levando consigo uma trajetória marcada pelo lema episcopal “Pela graça de Deus” (1Cor 15,10), que sintetiza sua caminhada ministerial. A mudança representa não apenas um novo desafio pastoral, mas também o reconhecimento de um episcopado construído entre o cuidado com as comunidades, a formação teológica e o compromisso com a missão evangelizadora da Igreja.

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