Damon alfineta Ronaldo Magalhães e diz que deixará dívida de até R$ 60 milhões

O prefeito participou esta semana da última reunião da Câmara de Vereadores de Itabira

Damon alfineta Ronaldo Magalhães e diz que deixará dívida de até R$ 60 milhões

O prefeito que encerra seu mandato em Itabira, Damon Lázaro de Sena (PV), afirmou que deixará para a próxima gestão municipal uma dívida entre R$ 40 e R$ 60 milhões. O número exato do passivo ainda é incerto porque, segundo Damon, muitos empenhos são cancelados e contratos são revistos nestas últimas semanas. “A dívida que deixo está longe da que eu recebi no tocante às mazelas herdadas da cidade de Itabira”, afirmou o pevista nesta semana.

Damon reconheceu o cenário preocupante da administração pública e admitiu, sem detalhar valores, que o governo deve o Hospital Municipal Carlos Chagas, além de suas autarquias. Damon justificou uma queda maior na arrecadação neste fim de ano em função de dois meses de retenção da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). 

A cota dos royalties repassada às cidades mineradoras estavam retidas no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e a liberação de crédito suplementar acabou saindo nessa sexta-feira, 23 de dezembro, um dia depois da afirmação do atual prefeito. Itabira recebe atualmente R$ 3 milhões/mês da CFEM, conforme o governo municipal.  “Em fevereiro de 2014 a CFEM era de R$ 9 a R$ 10 milhões/mês”, lamenta.

O chefe do Executivo municipal criticou as condições em que encontrou o município quando assumiu a gestão. “Isso tudo ocorre em consequência dos gestores anteriores da cidade que não construíram um cenário adequado para Itabira realmente ter uma independência econômica. (…) É uma cidade que ficou jogada as traças por de mais de 12 anos de gestão”, disparou.  

Damon Lázaro de Sena comentou o tema do reajuste dos subsídios para a vice-prefeita eleita, Dalma Barcelos (PDT), e os secretários da equipe do novo prefeito, Ronaldo Magalhães (PTB), que estava em discussão na reunião extraordinária da Câmara de Vereadores na última quinta-feira, 22 de dezembro.

“Eu dei um aumento para o secretariado de 66% em 2012, mas, após isso, num momento de crise extrema, fizemos uma redução de 25% nos salários. Em contrapartida, forneci 31% de aumento ao funcionalismo público – 10% no primeiro ano, 11% no segundo e 7,6% no terceiro. Aumento incidindo em cima de aumento superou 31%. Sem contar na ampliação do cartão alimentação e estruturas que melhoramos para trabalho”, destacou.

O prefeito defendeu também a valorização de servidores de carreira na equipe de secretários, alfinetando o próximo gestor. “Durante quatro anos, ocupei os cargos comissionados com percentual acima de 70% com funcionários de carreira. Combater crise é ser sério, transparente e prestar serviços”.