Damon Lázaro de Sena é o novo prefeito de Itabira
O médico Damon Lázaro de Sena (PV), 48 anos, é o novo prefeito de Itabira. Após duas tentativas frustradas, o pevista, enfim, conquistou o seu objetivo. E a vitória veio com larga vantagem de votos: 47.794 (70,20%), bem a frente do segundo colocado Ronaldo Magalhães (PTB), que teve 13.513 (19,85%) da preferência dos eleitores. […]
O médico Damon Lázaro de Sena (PV), 48 anos, é o novo prefeito de Itabira. Após duas tentativas frustradas, o pevista, enfim, conquistou o seu objetivo. E a vitória veio com larga vantagem de votos: 47.794 (70,20%), bem a frente do segundo colocado Ronaldo Magalhães (PTB), que teve 13.513 (19,85%) da preferência dos eleitores.
A terceira colocação ficou com Roberto Chaves (PSDB), com 3.954 votos (5,81%). Já Ciganinho (PSOL) obteve 2.818 (4,14%). Brancos somaram 2.181 (2,91%) votos e nulos 4.763 (6,35%). O universo de eleitores em Itabira, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), soma 87.808.
Persistência
A trajetória de Damon na política começou em 2004. Sem nunca ter participado de qualquer eleição, disputou a Prefeitura com outros quatro candidatos. Naquela época o médico era filiado ao extinto PAN e alimentava um discurso de ser a terceira via. A principal disputa era entre João Izael (PL) e Jackson Tavares (PT). Damon conseguiu terminar em segundo lugar, porém, bem atrás de João Izael (PR). Até então, a diferença de 10.770 votos era a maior da história política do município.
Em 2008 Damon, já no PV, quase levou. A derrota foi novamente para João Izael, mas, dessa vez, por apenas 3%, ou 2.573 votos. A disputa polarizada foi ferrenha e, naquele ano, já era possível notar o crescimento da oposição em Itabira. A coligação do pevista era formada pelo PT, PC do B e PPS.
O crescimento da oposição fez com que a coligação de Damon aglomerasse 13 partidos em 2012. Dez deles estavam com João Izael na última eleição. Essa foi a maior crítica dos adversários. No entanto, para o médico, essa migração é reflexo de que as siglas não foram respeitadas no outro lado. O médico teve ampla liderança em todas as pesquisas divulgadas e o resultado foi dentro daquilo que era mostrado.
Amadurecimento
O próprio Damon, em seus discursos e propagandas eleitorais, fazia questão de afirmar que estava mais maduro em relação a quando tentou ser prefeito pela primeira vez. “O meu discurso de mudança só se fez melhorar”, diz. Em entrevista à Revista DeFato, em 2004, o médico se intitulava como um “idealista”. Naquela época a sua candidatura era vista com desconfiança. A conversa política era de que ele entrara na disputa para tirar votos de outros candidatos. Cenário bem diferente do favoritismo de 2012.
Não foi só Damon que amadureceu, mas a sua campanha também. O que se viu foram peças publicitárias bem elaboradas, padronizadas e um horário eleitoral muito bem produzido. Até os cabos eleitorais tiveram outra postura. Um vice do meio empresarial também colaborou para a “cara mais séria” da candidatura. Reginaldo Calixto (PMDB) também entra pela primeira vez para a vida pública.