“Damon pediu para cortar custos”, diz líder do governo
Paulo Soares falou sobre métodos da Prefeitura de Itabira para enfrentar crise
A crise financeira chegou para valer na Prefeitura de Itabira. De acordo com o vereador Paulo Soares (PSB), porta-voz do governo na Câmara Legislativa, o município deve perder até R$ 50 milhões de receita por causa da baixa no preço do minério de ferro. Por causa disso, a ordem é uma só no prédio da avenida Carlos de Paula Andrade: economizar. “O Damon mandou cortar os custos”, afirmou o líder governista.
“A gente vive uma situação bem diferente. Nós vivemos uma arrecadação que está despencando, essa que é a verdade. E há uma necessidade de um ajuste muito forte. Nós recebíamos tributos de minério a 150 dólares, hoje estamos recebendo a 70. Nós vamos perder quase 50 milhões de receita. Há necessidade de fazer um ajuste nesse aspecto”, disse Paulo. O vereador completou: “Outra questão é a explosão social. De 35 mil carros que tínhamos, nos últimos três anos passamos para quase 55 mil. Nós temos 12 mil pessoas a mais na cidade”.
O vereador disse que participou de uma reunião gerencial com o prefeito Damon e os secretários municipais na manhã da última terça-feira, 26 de novembro. O encontro durou mais de quatro horas. Segundo o socialista, o chefe do Executivo exigiu dos seus comandados que cortem os gastos. “O Damon determinou metas para poder abaixar custos e investir em três áreas essenciais: saúde, segurança e educação”, disse.
Paulo Soares defendeu o pedido de remanejamento adicional feito pelo prefeito à Câmara de Vereadores. No projeto enviado ao Legislativo, Damon pede 7% a mais que os 25% estipulados na Lei Orçamentária Anual (LOA). A proposta é criticada pela oposição. Mas, para o líder do governo, o ajuste é necessário porque a Prefeitura investiu acima do que a lei exige em educação e saúde. “Estamos gastando 25% na educação, a lei fala em 15%. Estamos gastando 18% a mais na saúde, vamos investir muito também em segurança pública”, argumentou.
Para a oposição, a Prefeitura de Itabira não se preparou para um cenário de crise. Os vereadores Bernardo Mucida (PSB) e Geraldo Torrinha (PDT) reclamaram da criação de mais de uma centena de cargos comissionados e da celebração de contratos milionários com dispensa de licitação. “Gastaram em excesso e agora choram a queda do minério”, disse Torrinha.
O remanejamento adicional pedido por Damon foi retirado de pauta na última reunião ordinária, mas será votado nesta quinta-feira, 27, em reunião extraordinária. O encontro será às 15 horas.