De quase carvão a patrimônio natural: a história do Parque Estadual Mata do Limoeiro

Em 1987, a área esteve ameaçada pela produção de carvão vegetal, mas uma mobilização da comunidade impediu que a mata fosse derrubada

De quase carvão a patrimônio natural: a história do Parque Estadual Mata do Limoeiro
Foto: Start Comunicação/DeFato Online

Em meio às montanhas de Itabira, no distrito de Ipoema, um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica da região Central de Minas resiste há décadas. O que hoje é o Parque Estadual Mata do Limoeiro completa 15 anos em 2026, mas a história dessa área começou muito antes da criação oficial da unidade de conservação. Ela nasceu de um movimento popular, da luta contra o desmatamento e de uma decisão coletiva que mudou o destino de uma floresta inteira.

Em 1987, a área esteve ameaçada pela produção de carvão vegetal, mas uma mobilização da comunidade impediu que a mata fosse derrubada. Décadas depois, a antiga Fazenda do Limoeiro se transformou em uma unidade de conservação administrada pelo Instituto Estadual de Florestas, consolidando um marco na história ambiental de Itabira.

O que poderia ter sido mais um fragmento devastado virou símbolo de resistência. A mobilização popular abriu caminho para a criação de instrumentos de proteção ambiental, como a APA Municipal Aliança, até culminar na criação do parque estadual em 2011, com participação da Prefeitura de Itabira e da Vale.

Localizado a cerca de 90 quilômetros de Belo Horizonte, o parque passou a integrar um mosaico de áreas protegidas, fortalecendo a conservação na região Central de Minas. Hoje, o Limoeiro abriga fragmentos de Mata Atlântica e Cerrado, combinação que garante uma das maiores diversidades biológicas da região. Espécies raras da flora, como jacarandá-caviúna, braúna-preta e samambaiaçu, convivem com animais ameaçados de extinção, como o rato-do-mato e o gambá-de-orelha-branca

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