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De que servem os contratos no futebol moderno?

De que servem os contratos no futebol moderno?

Foto: Newcastle FC

Nesta segunda-feira (1º), último dia da atual janela de transferências, o Liverpool anunciou seu principal reforço para a temporada 25/26. Por cerca de 125 milhões de libras, o atacante Alexander Isak deixa o Newcastle para ser a referência do ataque do time comandado pelo holândes Arne Slot.

Uma transferência até esperada, mas recheada de polêmicas. Ídolo da torcida dos Magpies, Isak não se constrangeu em forçar sua saída em nenhum instante. Mesmo quando o Newcastle parecia irredutível em vendê-lo.

O argumento do atacante sueco era, de certa forma, compreensível. Segundo ele, havia a promessa do clube do norte da Inglaterra de que ele seria negociado nesta janela. Porém, isso não significa, necessariamente, se desfazer da sua principal estrela por qualquer valor colocado à mesa.

Em meio à incerteza, Isak não participou da pré-temporada do clube na Ásia, foi afastado do elenco e a relação só se deteriorou. E enquanto a saída para o Liverpool ficava cada vez mais óbvia, um detalhe importante de toda essa novela era ignorado: o contrato.

Sim. Assim como todo trabalhador, Alexander Isak possuía um contrato de trabalho assinado com o Newcastle. Mas do que importa? Infeliz por não ver seu desejo sendo atendido, o atacante simplesmente decidiu não entrar mais em campo.

Assim como seu substituto, Yoane Wissa. Autor de 19 gols na última edição da Premier League, o atacante não demonstrou muita gratidão pelo Brentford para forçar sua saída.

E assim seguimos. Movimentando cifras bilionárias, superfaturando negócios, minando idolatrias e transformando contratos em meras formalidades.

Sobre o colunista

Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.

O conteúdo expresso é de total responsabilidade do colunista e não representa a opinião do portal DeFato Online.

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