Debate sobre sinalização de trânsito expõe cobranças e divergências na Câmara de Itabira
Vereador Didi Caldo de Cana (PL) cobrou melhorias na sinalização viária e citou a morte recente de um pedestre no bairro Caminho Novo

A reunião ordinária da Câmara Municipal de Itabira, realizada nesta terça-feira (31), foi marcada por um amplo debate sobre a sinalização viária e a instalação de redutores de velocidade em diversos bairros da cidade. Os parlamentares discutiram as demandas da população.
O vereador Luiz Carlos de Ipoema (MDB) abriu a pauta com uma indicação 190/2026 ao prefeito Marco Antônio Lage (PSB) solicitando a instalação de redutor de velocidade no cruzamento da rua São Miguel com a Avenida Machado de Assis, no bairro Machado. Em sua fala, o parlamentar destacou que a reivindicação partiu da própria comunidade, preocupada com os veículos que transitam em alta velocidade no local.
Na sequência, o vereador Didi Caldo de Cana (PL) cobrou melhorias na sinalização viária e citou a morte recente de um pedestre no bairro Caminho Novo. “A população pede quebra-molas, faixas de pedestre e placas. Faço os ofícios, mas as demandas não são atendidas. Em um ano e três meses de mandato, nada foi resolvido”, afirmou.
A fala de Didi gerou reações entre os colegas. O vereador Carlos Henrique (PDT) solicitou que o líder de governo, Bernardo Rosa, promova o esclarecimento dos critérios técnicos utilizados pela Superintendência de Transportes e Trânsito de Itabira (Transita) para a instalação de redutores de velocidade durante a próxima prestação de contas do órgão. “Temos dificuldade de entender por que algumas solicitações não são atendidas”, declarou.
Ele também discordou da afirmação de que não há sinalização sendo executada, citando serviços realizados nos bairros João XXIII e Bela Vista, conforme publicações do vereador Elias Lima. “Ou aquilo é inteligência artificial, porque estão sendo feitas pinturas de sinalizações na nossa cidade”, concluiu.
O vereador Elias Lima (Solidariedade) rebateu o colega Carlos Henrique e confirmou as intervenções. “Conseguimos uma intervenção no João XXIII e aguardamos outras. Com o período chuvoso, há dificuldade. Espero que em breve todas as solicitações, incluindo as demandas da comunidade, sejam atendidas”, disse.
O vereador Yuyu da Pedreira (PSB) também trouxe exemplos de atendimentos realizados em sua região. “Há 15 dias, a Transita instalou sinalização vertical e horizontal no bairro Pedreira. Agradeço à Prefeitura pelo serviço essencial à segurança da comunidade”, relatou.
Já o vereador Leandro Pascoal (PSD) ponderou que, embora reconheça a demora em parte dos pedidos devido ao período chuvoso, algumas indicações de sua autoria já foram atendidas, como no Jardim das Oliveiras, na rua Nova Era e no bairro João XXIII. “O governo informou que há demora por causa do período chuvoso. Entendo, mas ainda há muitos pedidos aguardando”, afirmou.
O vereador Marcelino Guedes (PSB) encerrou o debate com uma análise sobre a atuação coletiva do Legislativo. “O vereador é vereador da cidade inteira. Temos bases, como o João XXIII e o Machado. Esses serviços executados foram solicitados também por mim e pelo vereador Reinaldo Lacerda. Com a cobrança de todos, conseguimos mostrar aos órgãos competentes que aquilo é prioridade”, destacou.
Por fim, o vereador Didi rebateu as críticas e defendeu sua atuação. Ele questionou se o problema estaria em si mesmo, diante das inúmeras demandas que a cidade apresenta. Embora tenha reconhecido o período chuvoso, argumentou que não há justificativa para a falta de serviços em uma semana sem chuva. Convidou os colegas a percorrerem a cidade para verificar as condições do asfalto e da sinalização e afirmou que não está mentindo ao apresentar as reivindicações.




