Defesa de influencer que agrediu mulher em Divinópolis emite nota à imprensa
Conforme a assessoria, após solicitar a presença da polícia e registrar boletim de ocorrência, as envolvidas decidiram não oferecer representação criminal uma contra a outra
A assessoria da influencer digital, Ana Paula Marçal, manifestou-se em nota, nesta terça-feira (21), sobre o vídeo vazado nas redes sociais em que sua cliente agride uma mulher no meio da rua em Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro.
Conforme a assessoria, após solicitar a presença da polícia e registrar boletim de ocorrência, as envolvidas decidiram não oferecer representação criminal uma contra a outra.
Confira a nota na íntegra:
“Sobre os fatos ocorridos na última quarta-feira (15/05/24), cujo vídeo viralizou nas redes sociais e grupos de mensagens, a Sra. Ana Paula Marçal, por meio desta assessoria jurídica, informa que, na ocasião, depois de solicitar apoio policial e registrar Boletim de Ocorrência, as partes decidiram não oferecer representação criminal uma à outra, dando a questão por encerrada. Ainda assim, numa eventual querela, a Sra. Ana Paula Marçal, estará pronta para esclarecer e justificar os atos tomados, que, embora aparentemente questionáveis, legitimam-se na justa e imediata necessidade de repelir o assédio moral e financeiro que a outra parte envolvida exercia sobre o genitor da influencer; idoso de saúde debilitada, por vezes sem o real entendimento das circunstâncias do momento”.
Entenda
Ana Paula Marçal, 43 anos, foi filmada agredindo com chutes e tapas uma mulher de 26 anos na rua, em Divinópolis, no dia 14 de maio, inclusive apertando o pescoço da vítima.
Ana Paula afirma que tomou a atitude porque a mulher estaria envolvida com o seu pai, idoso de 80 anos e com processo de demência. A jovem alegava estar grávida do seu pai e tentava extorqui-lo: “Sai de perto do meu pai. Você vai matar ele. Meu pai tem mais de 80 anos e você fazendo isso com ele. Vai pedir quem te engravidou para cuidar de você”. A vítima aparenta estar se sentindo mal e Ana Paula prossegue: “Quer passar mal? Te quebro no meio e te levo para o hospital”.
A Polícia Civil disse, nesta quarta-feira (22), que não vai investigar o caso, porque não foi aberto inquérito, já que ambas entraram em acordo e não fizeram representação.




