Delegacia de Monlevade é interditada após nova inundação
Cratera na avenida da Delegacia impressiona
A chuva dessa sexta-feira, 2 de dezembro, foi a pior. A água invadiu todo o prédio da Delegacia e até a sala do delegado regional Paulo Tavares, que fica mais ao fundo da sede. Nas paredes há rachaduras e o prédio fica em uma área ladeada por barrancos. O presídio da cidade, anexo à Delegacia, também foi inundado e os detentos tiveram que subir sobre as camas para que não fossem atingidos pela água.
No entanto, o que mais chama atenção é a cratera com cerca de dez metros de diâmetro que se formou em frente à Delegacia, impedindo completamente o trânsito de carros e pedestres. Quando chove a água é levada para dentro do buraco e a cena é cinematográfica. ^ Delegacia, impedindo completamente o tR avaliar a situaç ao fundo da sede.
No início da próxima semana o delegado deve se reunir com o prefeito Gustavo Prandini (PV) para avaliar a situação. Paulo Tavares cobra providências também do Governo do Estado, responsável pela manutenção da estrutura da Polícia Civil.
Limpeza
Logo após a chuva dessa sexta, a Prefeitura de João Monlevade deu início aos trabalhos de limpeza da cidade, tomada pela lama e pela sujeira. Segundo o secretário de Serviços Urbanos, Luiz Pena, o ponto mais crítico é o bairro Baú, próximo à Delegacia de Polícia Civil. A Prefeitura já trabalha na manutenção da rede que se rompeu. Com a chuva da parte da tarde, a outra entrada do Baú também foi parcialmente interditada com a queda de um barranco, mas o Executivo enviou máquinas para realizar a desobstrução.
“Nas avenidas centrais está tudo sob controle. O comércio não foi prejudicado. O que aconteceu foi escoamento de terra de alguns loteamentos na avenida Gentil Bicalho, mas já estamos realizando a limpeza”, explicou. O secretário ainda informou que três caminhões pipa estão fazendo a limpeza de toda região central e os agentes do Setor de Trânsito foram mobilizados para controlar o fluxo de veículos.
Caos
A reportagem de DeFatoOnline percorreu várias ruas da cidade de João Monlevade e comprovou a situação caótica. De acordo com o encarregado de entregas, Ademir Rosa da Silva, a porta da loja de materiais de construção onde trabalha quase foi invadida pela sujeira. “Alagou a avenida toda, os carros não puderam sair devido ao grande volume de água”, conta. Segundo ele, foram 40 minutos de alagamento no local. “Muitos carros tiveram que retornar porque não tinham como passar”, lembra Silva.
Pelas ruas, sacolas e copos plásticos, além de muito lixo se aglomeravam nas bocas dos bueiros, impedindo o escoamento das águas. Todo ano, a cidade sofre com o mesmo problema. Funcionários da linha de frente da Prefeitura Municipal trabalhavam em equipes para dar conta da limpeza.