Deputados bolsonaristas abrem representação contra Lula no Tribunal de Haia

Lula voltou a reafirmar que o governo de Israel comete genocídio contra os palestinos, repetindo seu discurso feito em Adis Abeba, na Etiópia

Deputados bolsonaristas abrem representação contra Lula no Tribunal de Haia
Foto: Facebook do Deputado Rodolfo Nogueira

Na última sexta-feira (23), deputados de oposição protocolaram representação no Tribunal Penal Internacional de Haia, na Holanda, contra o  presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No documento, os congressistas pedem que a Corte internacional adote providências contra as declarações do presidente, que acusam Israel de promover um genocídio contra a população palestina na Faixa de Gaza.

Na mesma sexta-feira, Lula voltou a reafirmar que o governo de Israel comete genocídio contra os palestinos, repetindo seu discurso feito em Adis Abeba, na Etiópia, no dia 18 de fevereiro, quando comparou os atos de Israel com o extermínio de judeus na Alemanha Nazista.

Em seu mais novo ataque a Israel, Lula disse que “Não troco a minha dignidade pela falsidade. Quero dizer que sou favorável à criação do Estado Palestino, livre e soberano. Que possa esse Estado viver em harmonia com o Estado de Israel. E quero dizer mais: o que o governo de Israel faz contra o povo palestino não é guerra, é genocídio, porque está matando mulheres e crianças”.

Lula também criou embaraços diplomáticos com a Ucrânia, quando sugeriu que esse país abrisse mão do território ocupado pela Rússia, que deu início à essa guerra que já dura dois anos. Ainda sobre o conflito entre Israel e a Palestina, Lula voltou a criticar o Conselho de Segurança da Onu, que, segundo o presidente brasileiro, “hoje não representa nada, não toma decisão para nada e não faz paz em nada”. Esses declarações foram feitas durante cerimônia do programa Seleção Petrobras Cultural- Novos Eixos, no Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro.

A representação, encabeçada pelo deputado pelo deputado Rodolfo Nogueira (PL) foi assinada por 68 parlamentares. Segundo o texto, o discurso de Lula fomenta o “ódio e o antissemitismo” ao comparara investida de Israel com o extermínio promovido pela Alemanha nazista: “é inadmissível e irresponsável comparar situações incomparáveis”.

O documento conclui que “a fala do presidente pode incitar hostilidade, ódio e a discriminação contra um povo e sua legítima defesa”.