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“Desejo ser o melhor prefeito de agora”, diz Marco Antônio Lage

Marco Antônio Lage foi eleito com 50,59% dos votos dos itabiranos

Marco Antônio Lage foi eleito com 50,59% dos votos dos itabiranos Foto: Tatiana Linhares/DeFato

Entrevista veiculada na edição 78 do Jornal DeFato Cidades Mineradoras

Natural de Ipoema, distrito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB) formou-se em Comunicação Social pela PUC-MG e possui mestrado em Marketing Estratégico pela Universidade Federal de Santa Catarina. Em 1992, ingressou na Fiat Automóveis como assessor de comunicação. Lá, conquistou a posição de diretor de Comunicação e Sustentabilidade para a América Latina, cargo que ocupou por 20 anos. Se destacou à frente do Instituto Minas Pela Paz. Um trabalho voluntário que desenvolveu ao longo de 12 anos voltado para a ressocialização de centenas de condenados do sistema prisional.

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Hoje, aos 56 anos de idade, casado e pai de cinco filhos, Marco Antônio Lage é o mais novo prefeito eleito de Itabira. Ele percorreu um caminho de subida gradual até conquistar a confiança de 50,59% dos eleitores itabiranos. Com 33.141 votos, ele cativou o eleitorado reunindo em sua volta uma equipe ajustada e coesa. Essa característica vem se tornando algo marcante em suas escolha.

Assim, o prefeito eleito de Itabira, em entrevista ao jornal DeFato Cidades Mineradoras contou um pouco de como funcionarão as secretarias municipais, quais os critérios para a escolha dos secretários e suas expectativas pessoais.

O senhor explicou que o trabalho em conjunto é uma linha da qual não abre mão de seguir. Para isso, pretende modificar a forma como as secretarias municipais atuam e criam seus projetos?

O grande desafio cultural do meu governo é a integração entre as secretarias. Elas precisam ser integradas de uma maneira que nunca foi antes. Esse é um modelo fundamental para fazer funcionar bem. Estou em busca de sofisticação gerencial e administrativa, que leve a uma melhor eficiência do sistema.

O senhor poderia exemplificar como essa integração irá acontecer?

É preciso que haja projetos que unam a saúde com a educação; a educação com a cultura; o esporte com desenvolvimento econômico. Eu tenho um desafio de trocar as várias igrejinhas para construir uma catedral. As secretarias precisam construir uma história, juntas, para obter uma eficiência maior. Não só entre os secretários, mas entre os servidores também. Por isso, a valorização do servidor é tão importante também. Essa mudança cultural é importante, pois cada secretaria não é uma república independente. Todo mundo vai ter que consegui enxergar o todo. A grande mudança está aqui!

O senhor já disse que sua busca, por nomes para ocupar as cadeiras de secretários municipais, é preferencialmente de itabiranos. Há outros critérios guiam essas escolhas?

Essas pessoas precisarão seguir quatro pilares: ter compromisso com a causa, competência técnica para executar aquilo que será demandado, rigor com o dinheiro público e entregar resultados. Nós pretendemos anunciar esses nomes antes mesmo da posse. Além disso, será uma equipe heterogênea. Vou misturar experiência com juventude. E também haverá uma mistura de gêneros. Quero ter mais mulheres no meu governo. Acho que isso tudo vai trazer um equilíbrio que dá resultado.

Em uma de suas lives, realizada ainda durante a campanha eleitoral, o senhor disse deseja ser o melhor prefeito de agora e que aquele que vier depois seja melhor do que o senhor. Quais são as suas expectativas para o seu mandato?

A gente tem a missão de fazer melhor. Eu tenho que superar todos aqueles considerados os melhores prefeitos de Itabira. Não como pessoa, mas em questão de projetos. Minha expectativa é realizar tudo que estou me comprometendo a realizar. É cumprir com o que eu tenho proposto, fazer uma transformação positiva para a cidade e tentar operar uma mudança cultural na política de Itabira. Quero olhar para trás a saber que valeu a pena construir esse legado.

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