Desempenho do Cruzeiro merece críticas, mas não pode ser motivo para pandemônio

Fraco futebol no início desta temporada não é exclusividade da Raposa

Desempenho do Cruzeiro merece críticas, mas não pode ser motivo para pandemônio
Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Foi na bacia das almas. Com um gol de Matheus Pereira aos 54 minutos do segundo tempo, o Cruzeiro venceu o Betim por 1 a 0, no domingo (1º), e voltou a brigar por um lugar nas semifinais do Campeonato Mineiro. Nas redes sociais, a repercussão do jogo se dividia entre o alívio e a insatisfação com o ainda fraco futebol do time.

Uma reação natural, dada a expectativa da torcida após o ótimo 2025, mas que não pode ser sinônimo de cobranças desmedidas. O desempenho aquém não é exclusividade do Cruzeiro — a bem da verdade, tem sido regra no futebol brasileiro.

Se a nossa pré-temporada nunca foi exemplar, em 2026 ela praticamente inexistiu. O impacto da Copa do Mundo no calendário obriga os clubes a se ajustarem com o bonde em movimento, o que, obviamente, torna as coisas ainda mais caóticas no futebol mais “resultadista” do planeta.

Feita a ressalva, este cenário não exime totalmente a Raposa de críticas. A postura apática dos últimos jogos, com destaque negativo para o confronto contra o Botafogo, não poderia ser tolerada sob nenhuma hipótese. E essa foi a principal resposta da partida deste domingo.

Se não foi brilhante como ainda se espera, o Cruzeiro, ao menos, lutou até o final. E só assim pôde voltar a Belo Horizonte com três pontos fundamentais, tanto para a sequência do Campeonato Mineiro quanto para o Brasileirão.

Sobre o colunista

Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.

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