Destino do executor da cabeleireira de São Sebastião será decidido hoje

Fábio Willian executou Maria Islaine (no detalhe) com nove tiros

Destino do executor da cabeleireira de São Sebastião será decidido hoje

Acusado de executar com nove tiros a cabeleireira Maria Islaine Morais, 30, natural de São Sebastião do Rio Preto, em janeiro de 2010, o borracheiro Fábio Willian da Silva Soares, 31, será julgado hoje no salão do I Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, a partir das 8h30. O crime, ocorrido em 20 de janeiro do ano passado, foi filmado pelas câmeras de segurança do salão de beleza da vítima, no bairro Santa Mônica, em Venda Nova.

O autor do assassinato, que aguardou o julgamento preso, é ex-companheiro da vítima. Ele não aceitava o fim do relacionamento e ainda disputava a divisão de um apartamento.

O borracheiro foi pronunciado em 15 de junho de 2010 por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, sem chance de defesa para a vítima e com emprego de meio que resultou em perigo comum).

Na fase de instrução do processo (na qual são ouvidas testemunhas e interrogado o réu) foram ouvidas oito testemunhas, sendo três de acusação e cinco de defesa. Para o júri, foram arroladas dez testemunhas, sendo cinco para cada uma das partes. O juiz Christian Gomes Lima vai presidir a sessão.

A estratégia da defesa é reduzir a pena do acusado. O advogado do borracheiro, Ércio Quaresma, quer convencer o júri de que Maria Islaine poderia ter evitado o próprio assassinato.

A tese do criminalista é que a cabeleireira sabia do risco que corria e, no entanto, não tomou os devidos cuidados para se defender da fúria de um homem inconformado com o fim do relacionamento de cinco anos. "Horas antes do crime, ele (Fábio) foi ao salão e os dois brigaram. Ela (Maria Islaine) sabia do risco que corria. Se estivesse com medo de ser morta, tinha chamado a polícia mais cedo. Quando ele apareceu com a arma, todas as pessoas que estavam no salão correram. Ela colocou a mão na cintura e ficou parada", sustenta Quaresma.

Se for considerado culpado com os agravantes, Fábio Willian poderá pegar a pena máxima de 30 anos. Por homicídio simples, a condenação não passaria de 20 anos.