Itabira despediu-se, no dia 14 de novembro de 2003, de um dos maiores ícones da política regional: Olímpio Pires Guerra, o Li. O ex-prefeito e empresário morreu no Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte, vítima de uma parada cardíaca após uma cirurgia de próstata. Itabira dava adeus a um de seus mais expressivos homens públicos da história.
Li governou Itabira entre 1993 e 1996. Há 20 anos, quando assumiu a cidade, já se discutia o tema diversificação econômica – ainda hoje presente na pauta de todo debate relacionado ao futuro do município. Foi Li quem implantou a Agência de Desenvolvimento de Itabira (ADI) e o Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social (Fundesi), alternativas que surgiram para alavancar outras atividades econômicas que não fossem a mineração.
No início de seu governo, Li se comprometeu em capear a avenida João Pinheiro, até então dividida ao meio por um córrego que atraia urubus e exalava mau cheiro. Orçada em US$ 1,2 milhão, a obra saiu do papel em 1996, ano de muitas inaugurações. Com o cumprimento da mais urgente promessa de sua campanha, a cidade ganhava, definitivamente, o seu centro comercial mais forte e movimentado.
Foi também no governo dele que, em parceria com a Vale, Itabira conquistou o 2º Distrito Industrial em um terreno dividido em 60 lotes, com extensão total de 33 metros quadrados cada. Hoje o local abriga a Unifei.
Na área empresarial, Li começou com um posto de combustíveis e depois criou a concessionária de veículos Pires e Alvarenga. Foi também presidente do Clube Atlético Itabirano, Presidente do Valério e presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agropecuária de Itabira (Acita). Em 1998 conseguiu chegar à Câmara dos Deputados, em Brasília, onde intercedeu por Itabira e região. Depois foi convidado pelo então governador Aécio Neves a ocupar a presidência da Minas Gerais Serviços (MGS).
Em 2003, Li foi o entrevistado de DeFato e afirmou, na ocasião, que tinha pretensões de retornar à Prefeitura de Itabira, desde que tivesse apoio incondicional de seu grupo na campanha e durante o governo. Infelizmente não conseguiu. Após a morte, o santa-mariense que escolheu Itabira para fazer história foi sepultado no Cemitério do Cruzeiro. Ainda hoje, Olímpio Pires Guerra é lembrado com saudade pelo seu carisma, integridade e exemplo de homem público para toda região.