Dia dos Namorados sem medo da crise
Eletricista Flávio Batista não medirá esforços para agradar a amada

Nos últimos meses, uma das palavras que mais tem-se ouvido é crise. Entretanto, esse momento de instabilidade econômica deverá ser deixado de lado por muitas pessoas neste mês de junho. Há uma semana da data em que se celebra o Dia dos Namorados, itabiranos dizem que, apesar das dificuldades, não se deixarão assustar por essa palavrinha de cinco letras.
No Dia dos Namorados, o eletricista Flávio Batista, que namora a Thaís há cerca de um ano, não medirá esforços para agradar a amada. Mesmo afirmando que “a crise está brava”, ele acredita que, pelo seu amor, deve-se passar por cima das dificuldades. “A crise não está afetando, não. Pelo amor da gente, se faz qualquer coisa. Eu a amo demais”, afirmou, ainda em dúvida do que dará à namorada.
Entra ano, sai ano e Renato Cássio nunca deixa de presentear a esposa, com quem é casado há sete anos, com um pomposo buquê de rosas. Para Renato, a crise não vai interferir em nada, pois ele acredita que um presente que agrade é como uma declaração de amor. “A única coisa que falo é que o presente é como uma declaração de amor. Comprar o presente é uma forma de ofertar amor”, romantizou.
Sentindo um pouco mais os efeitos da instabilidade, a vendedora Pâmela Britto quer dar um presente que o namorado vá utilizar e não algo que seja somente para agradar. “Hoje é o básico, porque é tempo de crise, não é?”. Ela ainda não definiu o que seu amor ganhará, mas pretende ser uma roupa ou um par de sapatos, contrariamente ao ano passado, que além de roupa, ela ainda o presenteou com outro item. Assim como Pâmela, Joyce Fernanda Silva Reis, está indecisa com o que presenteará o namorado, mas ela quer economizar. “Com certeza, a crise afeta bastante e temos que fazer economia. Temos que pesquisar para dar uma coisa bacana, para que não pese no bolso”, definiu.
Visão do comércio
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Itabira, Maurício Martins, está otimista e não receia prejuízos no comércio. Segundo o dirigente, os comerciantes estão vendendo, independente do cenário atual e que as expectativas é de crescimento nas vendas, se comparado a dias normais. Sem arriscar um percentual de crescimento, ele crê apenas que o aumento pode ser uma oscilação.
Para Maurício, se houver movimentação igual ao do ano passado, já é considerado positivo. Em 2014, o crescimento girou em torno de 5% a 6%, em comparação a 2013. “A gente não pode ficar preocupado só em crise. O comércio tem se movimentado, está vendendo, não parou. Reduziu em alguns momentos. Em uns, fica forte, uns mais fraco, mas os meses de maio, junho e julho são os melhores. Ele é tão bom quanto o de maio, que é do Dia das Mães”, afirmou.