Diguerê recua de anteprojeto sobre creches em pontos facultativos, mas defende necessidade de melhorias no atendimento em Itabira

O parlamentar reconheceu que o município não tem condições financeiras para arcar com contratações ou horas extras no momento

Diguerê recua de anteprojeto sobre creches em pontos facultativos, mas defende necessidade de melhorias no atendimento em Itabira
Foto: Guilherme Guerra/DeFato

Durante a última reunião ordinária da Câmara Municipal de Itabira, realizada na terça-feira (12), o vereador Rodrigo Alexandre Assis Silva, o Diguerê (MDB), levantou um debate sobre a possibilidade de manter as creches municipais abertas durante pontos facultativos. A ideia seria apresentada em forma de anteprojeto, com o objetivo de atender principalmente famílias que trabalham no comércio ou na iniciativa privada e que enfrentam dificuldades em feriados prolongados.

Atualmente, as creches conveniadas com o município seguem o calendário de pontos facultativos, o que obriga pais e mães que não têm dispensa no trabalho a buscar alternativas como parentes, hotéis infantis ou mesmo a faltar ao serviço.

Segundo Diguerê, a proposta não teve a intenção de retirar direitos dos profissionais das creches, mas sim de buscar alternativas como a criação de um sistema de plantão ou contratação temporária para manter o atendimento: “O anteprojeto trata do funcionamento das creches em dias de ponto facultativo, não em feriados, sábados ou domingos, como chegou a ser divulgado de forma equivocada. O objetivo nunca foi aumentar a carga de trabalho dos profissionais, mas sim garantir um suporte às famílias que não têm opção”, esclareceu.

O vereador frisou que seu papel é olhar para toda a cidade, incluindo trabalhadores de setores como hospitais, comércio, padarias e indústrias, que não contam com a possibilidade de emendar pontos facultativos. Além disso, ele ressaltou sobre a complexidade da questão, já que o direito à convivência familiar também precisa ser considerado, mas reforçou que muitas famílias não têm alternativa.

“Se pai e mãe trabalham, a criança não vai estar no seio familiar de todo modo, mas com parentes ou em outros espaços. É uma realidade que precisa ser discutida com responsabilidade. Não se trata de exceções, mas de pensar em quem precisa realmente do serviço”, completou.

Apesar da relevância do tema, o parlamentar reconheceu que, no momento, não há condições financeiras para que o município assuma os custos da contratação de novos profissionais ou pagamento de horas extras.

“Para que o serviço funcione em pontos facultativos seria necessário contratar mais pessoas. Mas, diante da atual situação do município, não há condições de arcar com esses custos. Por isso, recuamos, mas deixamos a discussão lançada. Esse é um debate importante e que precisa continuar”, conclui.