Diretor de inteligência militar de Israel se demite por “falha” no ato de invasão do Hamas
Pela primeira vez um oficial do mais alto escalão do exército renúncia ao cargo por falha em não detectar o ataque do Hamas
O general Aharon Haliva, diretor de inteligência militar de Israel, pediu demissão por sua “responsabilidade” no ataque sofrido por seu país, promovido pelo grupo terrorista Hamas no dia 7 de outubro. O anúncio foi feito pelo exército israelense nesta segunda-feira (22).
Pela primeira vez um oficial do mais alto escalão do exército renúncia ao cargo por falha em não detectar o ataque do Hamas. O atentado chocou Israel e o mundo pela brutalidade dos atos cometidos contra participantes de uma festa rave, na divisa com Gaza, território palestino — além de outros atos.
“Haliva em coordenação com o comandante do Estado-Maior, solicitou o fim de suas funções por considerar ser responsável, como diretor de inteligência nos eventos de 7 de outubro”, informou o Exército em nota.
Na carta, Haliva assume a responsabilidade e afirma que carregará para sempre a “terrível dor da guerra”. “A divisão de inteligência sob meu comando não esteva à altura da tarefa que nos foi confiada. Eu carrego aquele dia comigo desde então. Dia após dia, noite após noite. Carregarei para sempre essa terrível dor da guerra e, pede uma severa apuração sobre fatores e circunstâncias que levaram ao ataque”, disse.
O ataque do Hamas resultaram no assassinato de 1.170 pessoas e o sequestro de outras 250, conforme dados divulgados pelos israelenses. Além de levar ao atual conflito entre Gaza e Israel
Em contra partida ao ataque do Hamas, a ofensiva israelense em Gaza já deixou 34.097 mortos, segundo o Ministério da Saúde palestino, em poder do Hamas desde 2007.




