DMX Open de Tênis é celebrado pelos atletas e se torna um sucesso

O torneio premiou os vencedores de sete diferentes categorias

DMX Open de Tênis é celebrado pelos atletas e se torna um sucesso
Foto: Dalton Gonçalves / DeFato Online
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Aconteceu, entre os dias 20 e 29 de agosto, em Itabira, o DMX Open 2021. O torneio de tênis foi realizado ao longo de dois finais de semana nas quadras da Spin Tênis Clube e contou também com a organização da Cia do Tênis. O evento teve o patrocínio master da DMX Scan e recebeu atletas de Itabira, Nova Era, João Monlevade, Barão de Cocais, Santa Bárbara, Timóteo, Coronel Fabriciano e Belo Horizonte.

Para Jaime Fernandes Silva, idealizador da Spin Tênis Clube, o evento superou as expectativa. “Na parte técnica foi top, tivemos várias categorias e conseguimos atrair até o público feminino. Diante do sucesso, esperamos continuar contando com os nossos patrocinadores, a divulgação da DeFato que nos coloca em evidência e realizar outros DMX”, comemora.

O torneio é uma realização pessoal para Jaime Fernandes. Ele explica que a ideia de criar o espaço começou quando seu filho ganhou um brinquedo que tinha duas raquetes de plástico, uma bolinha de tênis e uma rede.

“Instalamos no terreiro da casa, começamos a brincar, gostamos e fomos conhecer a quadra de um amigo. Com o tempo, propus trazer a estrutura para meu espaço. Acredito que a nossa primeira quadra deve ter uns 10 anos de existência”, relembra.

Sobre a competição

O DMX Open contou com sete categorias: médico e área da saúde; intercâmbio; feminino A e B; quinta classe (iniciantes); quarta classe (jogadores intermediários); e terceira classe (jogadores avançados). O torneio de tênis foi disputado em eliminatórias simples e em melhor de três sets. Os dois primeiros sets são sem vantagem, e o terceiro um super tie-break de 10 pontos.

Os resultados finais do DMX Open 2021 terminaram da seguinte forma:

✔️Quinta classe:
Campeão: Cleydson Resende 2 x 0 Ralph Brandão vice-campeão
6 x 3
7 x 5

✔️Quarta classe
Campeão: Victor Caldeira 2 x 0 André Soares
Desistência do André por contusão

✔️Terceira classe:
Campeão: Felipe Resende 2 x 0 Paulo Bueno (vice)
6 x 3
6 x 4

✔️Categoria Saúde
Campeão: Mario Alvarenga 2 x 0 André Soares
Desistência do André por contusão

✔️Categoria Intercâmbio
Campeão Amilar Rodrigues 2 x 0 Wildes Resende
6 x 2
6 x 3

✔️Categoria Feminina B
Campeã: Dora Jeha 2 x 0 Janaina Bravin
6 x 1
6 x 4

✔️Categoria Feminina A
Beatriz Lovisi 2 x 0 Carla Lovisi
6 x 3
6 x 2

Valeu à pena

Vencedor da categoria quarta classe, o itabirano Victor Caldeira conta que entrou no campeonato com a intenção de participar e valorizar os amigos que organizaram o evento. Porém, seu espírito competitivo o levou longe na competição. “Cheguei na final com a sensação que já estava de bom tamanho, já que jogo esporadicamente e nunca fiz aulas”, detalha.

Mas, o filho dele, Bryan, acabou se tornando seu maior incentivador. Dessa maneira, Victor credita a ele a vitória no torneio.

Campeão da quarta classe, Victor Caldeira (à direita), recebendo o troféu de Caleb Miranda

“Ele acreditava que eu poderia ganhar do meu adversário na final, que tem mais de 20 anos de quadra. Isso me fez não desistir de nenhuma bola e sair de quadra entre os melhores jogadores da competição. Me orgulha muito deixar esse legado para os meus filhos: qualquer esporte com disciplina e força de vontade nos leva a alcançar o objetivo”, conclui.

Esse sentimento de que valeu à pena participar é compartilhado pelo técnico de segurança do trabalho de Barão de Cocais, Cleydson Marques Resende. Para ele, o amor pelo tênis começou depois de assistir o tenista Rafael Nadal jogando. De lá para cá, já se passaram nove anos de prática.

Sobre a participação no DMX Open, as impressões foram as melhores.

Cleydson Resende recebendo o troféu de Edvar Oliveira

“A Spin Tênis é fantástica, assim como os organizadores. Gostaria de participar novamente, inclusive porque fui o campeão da minha categoria, quinta classe. Quero reforçar que esse é um esporte que precisa de muita dedicação, mas é uma modalidade acessível para todas as classes sociais e faz um bem enorme para o corpo e para mente. Acho que fiz um boa escolha em mudar do futebol para o tênis”, se diverte.

Experiência em quadra

Entre os competidores que se destacaram durante o DMX Open estão pessoas que já praticam o esporte há muitos anos. É o caso de Dora Jeha que joga tênis há mais de 15 anos. Vinda de João Monlevade, ela foi convidada pela organização para participar e terminou vencedora da categoria feminina A.

Dora Jeha recebendo o troféu de Marlon Gatti

“Adoro tênis! É elegante, traz boas companhias, te faz ágil, mantém o foco e não é dependente de muitas pessoas para praticar. E ganhar uma competição é a ideia de todos que praticam algum jogo”, celebra.

Há 20 anos, o engenheiro de sistemas Wildes Martins, viu na modalidade uma prática esportiva completa. Além disso, foi o criador do tênis na cidade de Coronel Fabriciano, onde implantou três quadras; se tornou presidente e diretor de tênis do Clube Casa de Campo por 12 anos; e, hoje, é diretor de tênis do Acesita Esporte Clube, em Timóteo.

Vice classe Intercambio, Wildes Resende – à direita – e o treinador Geraldo Silveira

“Me senti muito bem disputando o DMX Open e jogando a final com um amigo. Foi ótimo e descontraído. Todas as pessoas que colaboraram com a organização estão de parabéns, estão no caminho certo! Para os que ainda não começaram a jogar, o tênis é o esporte mais gostoso de se praticar. Não existe idade para começar”, finaliza.

Novas amizades e olho no futuro

Mário Lúcio de Alvarenga Lopes é cirurgião dentista e pratica o esporte há mais de 20 anos. No DMX Open, ele foi o vencedor da categoria Saúde. Para o atleta, o tênis demanda uma certa atenção com a técnica, o que leva a um aprimoramento constante. “Isto me estimula a estar sempre em quadra. Comecei a praticar quando deixei o futebol devido às lesões constantes”, confessa.

O dentista é uns dos colaboradores da implantação da Spin Tênis.

Campeão da categoria Saúde, Mário Alvarenga – à direita – recebendo o troféu de Adilson Simeão

“Sou suspeito para falar. Gosto muito do espaço e das amizades feitas por lá. O tênis é um esporte que envolve muito a gente. Estou sempre presente. Por isso, acho que a iniciativa foi ótima. Precisamos de gente que abrace essa ideia, pois o esporte merece ser mais divulgado. O DMX Open é um grande evento e espero que se torne uma referência na região”, frisa.

O esportista também acredita que esse tipo de torneio pode servir como estímulo para que mais pessoas queiram praticar o tênis em Itabira. “Temos ótimos professores, espaço amplo e uma turma que ama o esporte. Venham praticar o tênis”, convida.

Jaime Fernandes, idealizador da Spin Tênis Clube, diz que eles também já estão com novos projetos. “O futuro de todos esportes só acontece com a participação do público infantil. Já estamos no início de um trabalho neste sentido. Nossa ideia é fazer uma parceria com a Secretaria Municipal de Esportes e as escolas, com a visão desenvolver novos atletas na cidade”, informa.

Confira a galeria de fotos do evento!