Dnit em Minas é alvo de operação da Polícia Federal contra fraude em licitações de obras

Foram cumpridos dez mandados de prisão e 28 de busca e preensão, além de sequestro de bens, bloqueio judicial de valores dos envolvidos e afastamento dos servidores públicos investigados

Dnit em Minas é alvo de operação da Polícia Federal contra fraude em licitações de obras
Sede do Dnit na rua Martim de Carvalho, em BH – Foto Google Street View

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (6), a operação “Rota BR090”, com apoio da Controladoria Geral da União, do Ministério Público Federal e da Receita Federal do Brasil. O objetivo é combater esquema de fraude a licitações e desvios de recursos públicos federais do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), no Estado de Minas Gerais.

Foram cumpridos seis mandados judiciais de prisão preventiva, quatro mandados judiciais de prisão temporária, 28 mandados judiciais de busca e apreensão, além de sequestro de bens, bloqueio judicial de valores dos envolvidos e afastamento dos servidores públicos investigados. A Polícia Federal ainda apreendeu dois veículos e cerca de R$ 148 mil durante  a operação.

O cumprimento das ordens ocorreu em Brasília/DF, em São Paulo/SP e nas cidades mineiras de Belo Horizonte e Oliveira, e contou com a atuação de 126 Policiais Federais e 21 auditores da CGU. As informações são da Polícia Federal.

As investigações tiveram início em novembro de 2015 e identificaram um grupo de empresários do setor de construções e servidores públicos do Dnit/MG acusados de fraudar o caráter competitivo de pregões eletrônicos voltados à realização de obras rodoviárias no Estado, visando a obter vantagens ilícitas, mediante desvio de verbas públicas.

Superfaturados

Relatórios de auditoria da CGU confirmaram a existência de contratos superfaturados, execução de serviços com baixa qualidade e pagamento por serviços não executados. Apenas entre 2014 e 2019, os contratos assinados entre o Dnit/MG e as empresas totalizaram R$ 457 milhões.

“Fraudes em obras públicas rodoviárias impactam direta e severamente a sociedade, pois o Brasil tem como principal modal de transporte o rodoviário, e Minas Gerais é o estado que possui a maior malha rodoviária do país”, declara a PF.

Os investigados responderão por corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, organização criminosa, lavagem de dinheiro, além das sanções previstas nas Leis nº 8.666/93, 8.112/90 e 12.846/13; podendo cumprir 30 anos de prisão, caso sejam condenados.

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