Doca, líder do Comando Vermelho, é alvo de megaoperação no Rio e tem maior recompensa da história do Disque Denúncia

Com 55 anos e 34 mandados de prisão, traficante é apontado como mandante de execuções e investigado por mais de 100 homicídios

Doca, líder do Comando Vermelho, é alvo de megaoperação no Rio e tem maior recompensa da história do Disque Denúncia
Foto: Reprodução/Redes sociais

Um dos principais alvos da megaoperação deflagrada no Rio de Janeiro na terça-feira (28) é Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca” ou “Urso”, apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) como a principal liderança do Comando Vermelho (CV) em atividade no Estado. Considerado foragido de alta periculosidade, Doca é investigado por mais de 100 homicídios, incluindo execuções de crianças e desaparecimentos de moradores em comunidades dominadas pela facção.

O Disque Denúncia oferece R$ 100 mil de recompensa por informações que levem à sua captura — o maior valor já registrado na história do serviço, igualando a quantia oferecida no ano 2000 por Fernandinho Beira-Mar. Segundo o órgão, trata-se de uma medida excepcional diante da amplitude e da violência dos crimes atribuídos ao traficante.

Com 55 anos e 34 mandados de prisão expedidos, Doca nasceu na Paraíba, foi criado na Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio, e se escondeu por longos períodos no Morro do São Simão, em Queimados, na Baixada Fluminense. Ele é considerado fugitivo do sistema prisional e está entre os criminosos mais procurados do estado.

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As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) revelam que Doca teria ordenado a execução de três médicos na zona oeste do Rio, em outubro de 2023. As vítimas foram mortas por engano, após um dos profissionais ser confundido com o verdadeiro alvo.

Em maio deste ano, o MPRJ também denunciou Doca e outros dois integrantes da facção pelo ataque armado a uma delegacia em Duque de Caxias, ocorrido em 15 de fevereiro de 2025. Eles respondem por tentativa de homicídio qualificado, dano qualificado, tortura e associação para o tráfico.

A megaoperação que tenta capturá-lo é considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro, com centenas de mortos em confrontos registrados em diferentes regiões da capital e da Baixada Fluminense.