Dois mil funcionários da Enesa devem voltar para cidades de origem
Trabalhadores da Enesa estão deixando Itabira
Em breve, cerca de 2 mil trabalhadores da Enesa Engenharia retornarão para suas cidades de origem. A afirmação é do diretor de fiscalização do Sindicato dos Trabalhadores em Montagens Industriais de Minas Gerais (Sintramonti), Vilmar de Souza Silva, que chegou à cidade por volta das 6h30 desta quarta-feira, 13 de março, depois do incêndio que destruiu o alojamento da empresa.
Após a destruição, os trabalhadores foram transferidos para o Ginásio Poliesportivo Maestro Silvério Faustino. Alguns, que são de cidades de Minas Gerais, já estão retornando. A maioria, no entanto, não tem data definida para voltar para casa. Aqueles de estados como Bahia, Maranhão, Piauí e Ceará terão que esperar um pouco mais.
De acordo com Vilmar, os funcionários da Enesa estavam em situação difícil em Itabira, já que não havia estrutura pela quantidade de pessoas alojadas. Para ele, a situação chegou ao ponto que chegou porque os trabalhadores passaram a acreditar que “vieram para a cidade enganados”. “Pela quantidade de pessoas, não havia estrutura para atender confortavelmente aqueles que vieram de fora”.
Ainda assim, Vilmar ressaltou que o Sintramonti orientou aos funcionários a pararem a greve, que se estende há oito dias. “Sabemos que foi uma indignação deles chegar a esse ponto, mas o Sindicato não é nada conivente com isso (incendiar o local)”. A preocupação, agora, é quanto à segurança daqueles que sairão de Itabira.
Sem destino
Sem saber exatamente seu destino, Clenion de Souza, fala da situação. “É muito chato. Estávamos mais ou menos preparados, mas minha preocupação é chegar tranquilo em casa. Graças a Deus que não aconteceu nenhuma tragédia”, diz o instrumentista, natural de Paulo Afonso, na Bahia, e que está alojado no ginásio.
Segurança
O subcomandante da Polícia Militar de Itabira, major Laurito Reis, que chegou ao local por volta das 6h, desmentiu os rumores de mortes no local incendiado. Ele citou um senhor que dormia no local no momento do incidente, porém, antes que a chama se aproximasse, foi acordado por um segurança.
O militar informou que no Poliesportivo está parte do efetivo da PM, com cerca de 50 homens, entre militares do setor administrativo e forças especiais, como a Rocca e a Rotam. O comandante do 26º Batalhão, tenente-coronel Júlio Abílio, também acompanhou os trabalhos.