Duplicação da BR-381: a incerteza voltou

Há uma forte desconfiança de que as obras de duplicação da já conhecida “Rodovia da Morte” podem parar novamente dentro de 30 a 45 dias

Duplicação da BR-381: a incerteza voltou
Foto: Imagem de divulgação

O mês de outubro já bate à porta e, com ele, vem junto uma enorme incerteza sobre os rumos da duplicação da BR-381. Há uma forte desconfiança de que as obras de duplicação da já conhecida “Rodovia da Morte” podem parar novamente dentro de 30 a 45 dias. 

É que, até o momento, tudo que se sabe oficialmente é que o contrato com o consórcio ECB (Empresa Construtora Brasil), responsável pelos trechos 3.1 (Entroncamento da MG-320, em Jaguaruçu até o Ribeirão Prainha) e 7 (rio Una, em Barão de Cocais, até o trevo da MG-435, em Caeté), termina em outubro. O que ocorrerá depois, só Deus sabe.

Apesar de termos inúmeros órgãos governamentais envolvidos na duplicação da BR-381, nenhum até o momento veio a público para tranquilizar os mineiros de que as obras vão continuar.

Nem Ministério da Infraestrutura, DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte), ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre), nada. Até o momento, reina silêncio em todas as instâncias oficiais.

Quem passou pela rodovia nestas últimas semanas se deparou com inúmeras máquinas pesadas trabalhando nos trechos. Operações pare-e-siga, pistas inteiras prontas para interligação, vai-e-vem de caminhões basculantes e retroescavadeiras.

Isso tudo pode parar em alguns poucos dias.

A insegurança só aumentará.

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Nesta quinta-feira (19), por sinal, a CNT (Confederação Nacional do Transporte) divulgou seu relatório anual sobre as estradas brasileiras, com dados referentes ao ano de 2018.

E lá está Minas Gerais, cortada de ponta a ponta por BRs, liderando o triste ranking de Estado campeão em número de acidentes com mortes, com 693 óbitos. Leia matéria completa sobre o relatório aqui.

Rodovia na ponta das tristes estatísticas, a BR-381 não pode parar novamente.

O argumento de que uma solução já foi encontrada – a concessão das obras para parceiros da iniciativa privada -, é somente um pretexto se por acaso as obras pararem. 

Nada justifica uma eventual decisão por parte da União de interromper os trabalhos na rodovia até que os leilões ocorram, como é o temor no momento.

Isso vai demorar ainda muitos meses e meses.

Tempo suficiente para que o mato cresça, a sinalização se perca, os buracos voltem, as obras se deteriorem. E mais mortes sejam registradas.

Minas Gerais não pode aceitar menos do que a continuidade das obras a qualquer custo.

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