Duplicação da BR-381 está no PAC, garante ministro

Sem rodeios, o ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, assegurou que a duplicação da BR-381 Norte, que liga Belo Horizonte a Governador Valadares, será executada com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), seguindo o projeto do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A garantia foi dada no […]

Sem rodeios, o ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, assegurou que a duplicação da BR-381 Norte, que liga Belo Horizonte a Governador Valadares, será executada com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), seguindo o projeto do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A garantia foi dada no último sábado (18), quando Luiz Dulci participou de um encontro com prefeitos do Vale do Aço no Hotel Metropolitano, em Coronel Fabriciano.

Mas a questão não é tão simples. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) tem um projeto que repassa a duplicação da BR-381 à iniciativa privada, permitindo a cobrança de pedágio antes mesmo de concluída a obra. A própria ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já teria dado “sinal verde” para que a duplicação seja feita no modelo projetado pelo ANTT, penalizando os usuários da rodovia com a cobrança antecipada de pedágio.

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Prefeitos e lideranças políticas do Leste mineiro já ameaçam “arranhar” a imagem de Dilma Rousseff na região por causa de seu posicionamento sobre a duplicação da BR-381 Norte. A ministra é cotada como candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sua sucessão, nas eleições de 2010.

Luiz Dulci evitou polemizar sobre um possível prejuízo para Dilma, mas admitiu levar sugestões para o governo federal. “A obra [da duplicação da BR-381 Norte] está no PAC. E o dinheiro para fazer a obra está assegurado. Mas vou ouvir os prefeitos aqui (do Leste mineiro), porque percebi que há propostas sobre a melhor maneira de se fazer a duplicação. Vou levá-las ao presidente Lula. Minha opinião é que não se deve cobrar nada enquanto não houver a realização de melhorias”, posicionou-se o chefe da Secretaria Geral da Presidência.