Brasil conquista quatro medalhas nas Paralimpíadas; confira o resumo do 1º dia

A natação foi a responsável pelas quatro primeiras medalhas do país com Gabriel Araújo, Gabriel Bandeira, Phelipe Rodrigues e Daniel Dias

Brasil conquista quatro medalhas nas Paralimpíadas; confira o resumo do 1º dia
Gabriel Bandeira comemora a primeira medalha de ouro do Brasil em Tóquio/ Foto: Miriam Jeske/CPB

O Brasil começou muito bem a disputa das Paralimpíadas de Tóquio-2020. A natação foi a responsável pelas quatro primeiras medalhas do país: Gabriel Araújo deu início à contagem ao conquistar uma prata; Gabriel Bandeira obteve triunfo duplo ao garantir um ouro e, ainda, bater o recorde paralímpico nos 100 metros classe S14; Phelipe Rodrigues faturou um bronze — e sua oitava medalha paralímpica na carreira; e Daniel Dias, ao levar um bronze, chegou a incríveis 25 medalhas paralímpicas.

O primeiro ouro

O nadador Gabriel Bandeira venceu a prova dos 100 metros borboletas da classe S14, para atletas com deficiência intelectual, e ainda quebrou o recorde paralímpico, com o tempo de 54s76.

Bandeira fez uma prova de almanaque, liderando durante quase todo o percurso na piscina. No final, diminuiu o ritmo e viu o britânico Reece Dunn se aproximar, mas controlou o suficiente para continuar com o ouro e ainda chegar ao recorde — detalhe que a marca já havia sido batido três vezes nas semifinais.

Esta é a primeira Paralimpíada que Bandeira disputa – anteriormente, ele praticava a natação olímpica, até receber o diagnóstico de hiperatividade e déficit de atenção. Ele também é cotado para medalha em outras provas (100m costas, 100m peito, 200m livre e 200m medley).

A primeira medalha: uma prata

O nadador Gabriel Araújo conquistou a primeira medalha brasileira na Paralimpíada de Tóquio-2020. Araújo foi medalha de prata na final dos 100 metros costas da classe S2 (para atletas com funções limitadas nas mãos, tronco ou pernas). O ouro ficou com o chileno Alberto Albarza e o bronze com o russo Vladimir Danilenko.

Araújo teve uma saída muito forte, abrindo certa vantagem para os competidores. Porém, já na virada da prova, Abarza estava próximo e conseguiu ultrapassá-lo durante a segunda parte da prova. O brasileiro, contudo, conseguiu segurar a vantagem para Danilenko e garantir a prata, com o tempo final de 2min02s47.

Após a conquista da medalha, uma cena legal: o brasileiro foi até a raia ao lado cumprimentar o medalhista de ouro Abarza, com bastante felicidade, e recebeu um abraço em retorno.

A conquista do bronze

O Brasil já tem uma medalha de cada cor no primeiro dia da Paralimpíada: após Gabriel Araújo conquistar a prata na classe S2 e Gabriel Bandeira levar o ouro nos 100 metros borboleta na S14, foi a vez de Phelipe Rodrigues conquistar o bronze nos 50 metros livre da classe S10 (para atletas com deficiências físicas “menores”, como a perda de uma mão).

Phelipe fez o tempo de 23s50. O australiano Rowan Crothers venceu a prova e levou o ouro, com Maskym Krypak, da Ucrânia, vindo logo atrás com a prata.

Esta foi a oitava medalha de Phelipe em Paralimpíadas. O brasileiro conquistou duas pratas em Pequim-2008, uma prata em Londres-2012, e duas pratas e dois bronzes na Rio-2016. Em Tóquio, ainda compete nos 100 metros livre.

Fazendo ainda mais história

Daniel Dias começou a sua última Paralimpíada com medalha. Na primeira final que disputou em Tóquio, o atleta de 33 anos, maior medalhista paralímpico brasileiro, conquistou um bronze nos 200 metros livres da classe S5 (para atletas amputados ou com má formação congênita nos braços) e chegou à 25.ª conquista. O ouro foi do italiano Francesco Bocciardo e a prata para o espanhol Antoni Beltrán.

A prova teve grande dominância de Beltrán, que venceu por boa vantagem e quebrou o recorde paralímpico com o tempo de 2min26s76. Da mesma forma, Beltrán teve grande diferença para os demais competidores, com a marca de 2min35s20. Daniel Dias conseguiu reduzir a vantagem para os dois primeiros no fim e marcou o tempo de 2min38s61.

Daniel Dias ainda tem mais quatro chances de aumentar a coleção de medalhas em Tóquio: compete nos 50 metros borboleta, nos 50 metros costas e nos 50 metros livre. Por fim, ainda pode disputar o revezamento 4×50 metros livre.

O nadador brasileiro compete desde a Paralimpíada de Pequim-2008 e tem uma coleção invejável: são 14 ouros, sete pratas e agora quatro bronzes. Em Mundiais, Daniel Dias tem 40 pódios, sendo 31 ouros, sete pratas e dois bronzes. Em Parapan-Americanos, são 33 medalhas de ouro em 33 provas.

* Com Estadão Conteúdo.