Economista diz que Itabira não vai sofrer com a nova crise
Frederico Penido, durante palestra na Acita
A nova crise financeira mundial começou a preocupar no meio deste ano. Existe o temor que as duas principais economias do mundo, dos Estados Unidos e da Europa, estejam se desacelerando ao mesmo tempo e isso tem causado pânico nas bolsas de valores de todo o planeta. O grande problema é que, durante anos, os países gastaram mais do que arrecadavam e, para pagar as dívidas, contraiam outras. Os principais efeitos têm sido sentidos na Zona do Euro, como na Espanha, Itália e Grécia.
Para o economista Frederico Penido, os efeitos da crise em Itabira não devem ser fortes como foi na de 2008, que afetou diretamente a mineradora Vale e, consequentemente, a arrecadação do município. Segundo analisa, o valor do minério até deve cair, mas sem conseqüências drásticas. “O preço do minério tende realmente a cair. Se a gente observar todo o cenário externo, por exemplo, a China, que é um grande consumidor nosso, já está dando sinais de redução do crescimento. Mas nós não vamos ter uma queda muito forte da commodity minério, até porque os contratos de mineração são de mais longo prazo. Então, uma queda imediata, repercute um pouco mais à frente. Também há a alta do dólar, que na medida em que sobe, compensa a queda do valor do minério”, analisa.
“Então, não acredito que Itabira tenha um sofrimento muito forte com a crise externa, assim como o Brasil também não vai ter. Itabira está numa posição confortável. Claro que vai ter uma pequena queda no faturamento do minério e, consequentemente, na arrecadação da Prefeitura. Mas não há pânico”, tranquiliza o economista.