Em 24 horas, Minas registra 213 mortes e 9.912 novos casos de Covid-19
O Estado pode ultrapassar a marca de 1 milhão de infectados na próxima semana. Até agora, eles somam 956.468 casos
Há cerca de 30 dias, Minas Gerais vem assistindo a triste realidade no que diz respeito ao aumento nos números de óbito e novos casos de Covid-19. Segundo dados do boletim epidemiológico, emitido pela Secretaria de Estado da Saúde, divulgado nessa sexta-feira (12), Minas Gerais registrou 213 mortes e 9.912 casos pelo novo coronavírus.
Além disso, o Estado chegou a 956.468 infectados e 20.300 óbitos. Um dado preocupante que, caso o número de óbitos continue subindo, leve Minas Gerais a ultrapassar a marca de 1 milhão de pessoas infectadas, ainda na próxima semana.
De acordo com o boletim do estado, do total de contaminados, 66.471 estão em acompanhamento e 869.697 já se recuperaram da doença. E, do total de mortos, 80% tinham mais de 60 anos e 72% outras comorbidades associadas ao novo coronavírus.
Luto oficial
Foi publicado, também nesta sexta-feira (12), decreto do presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Agostinho Patrus (PV), que declara luto oficial de três dias, no âmbito da ALMG, em razão das mais de 20 mil mortes provocadas pela Covid-19 em Minas Gerais.
Durante o período de luto oficial, ficam proibidas comemorações de qualquer natureza no Parlamento Estadual. As bandeiras de Minas Gerais e de Belo Horizonte estão hasteadas a meio-mastro no Hall das Bandeiras, em memória e respeito às vítimas da doença.
Demissão do secretário estadual de saúde
Em meio o colapso da saúde no estado, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afastou Carlos Eduardo Amaral Pereira da Silva do comando da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Zema confirmou a decisão por meio de publicação em sua conta no Twitter, na noite de quinta-feira (11).
Quem assume o posto, a partir de agora, é o médico Fábio Baccheretti, atual presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), responsável pela gestão das unidades hospitalares estaduais.
A saída de Carlos Eduardo ocorreu depois de polêmicas envolvendo a vacinação de 806 servidores administrativos que estão fora das prioridades definidas pelo Plano Nacional de Imunização. O então secretário, inclusive, foi imunizado. “Quis ser vacinado para não parecer que sou contra a vacina”, alegou Carlos Eduardo, sobre o caso.
Mais cedo, nessa quinta-feira, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades na campanha de vacinação contra a covid-19. O presidente da Casa, deputado Agostinho Patrus (PV), deferiu requerimento assinado por 39 parlamentares.
A CPI terá prazo de 120 dias para investigar o desvio de recursos na imunização de grupos não prioritários. Também fazem parte do escopo da investigação “o baixo investimento em ampliação de leitos para enfrentamento da pandemia em Minas e a não aplicação do mínimo constitucional em serviços públicos de saúde”.




