Em busca de novos doadores, ONG Doe Vida promove passeata no centro de Itabira

Intenção do grupo foi conscientizar população sobre o tema e captar mais pessoas para o movimento

Em busca de novos doadores, ONG Doe Vida promove passeata no centro de Itabira
Foto: Victor Eduardo/DeFato Online
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Mais do que um gesto de bondade, doar sangue pode salvar vidas. E neste cenário, o mês de junho possui um papel fundamental. Além do Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado no último dia 14, neste período também é feita a campanha Junho Vermelho. E a ONG Doe Vida, de Itabira, não ficou de fora do movimento.

Doe Vida
Foto: Victor Eduardo/DeFato Online

Neste sábado (24), cerca de 50 integrantes do grupo realizaram uma passeata no centro da cidade. O ato começou por volta das 9h, na Praça Dr. Acrísio de Alvarenga, e terminou na Estação Rodoviária Genaro Mafra. Eles foram acompanhados por agentes da Superintendência de Transporte e Trânsito de Itabira (Transita) e do Corpo de Bombeiros. Além de chamar a atenção dos itabiranos para a pauta, o grupo também utilizou o ato para atrair novos integrantes.

Doe Vida
Foto: Victor Eduardo/DeFato Online

Doação de sangue em Itabira

Um dos coordenadores do Doe Vida, Rafael Meireles entrou na ONG justamente em uma campanha de Junho Vermelho, essa de 2019. À DeFato, ele deu mais detalhes sobre o ato desta manhã, enfatizando o “potencial de vida” que cada um de nós possui dentro de si.

“O sangue não é algo que pode ser fabricado, é feito somente dentro do nosso corpo. Então o potencial de vida está dentro do corpo de cada pessoa. Cada um que tem a saúde boa e pode doar sangue, estamos convidando e conscientizando para captação de novos doadores e que eles possam ser doadores regulares”, explica.

Foto: Victor Eduardo/DeFato Online

Sobre o cenário em Itabira, Rafael falou sobre as expectativas para a implantação de um posto de coleta de sangue no Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC), tema de várias matérias do Portal DeFato. Caso o projeto seja concretizado, seria um grande passo para a região no que diz respeito ao tema, afirma ele.

“Tem uma estrutura boa no Hospital Carlos Chagas, então já tem um andamento bom. Ainda não temos datas, mas já sabemos que está em prosseguimento. E Itabira, assim como as cidades ao redor, tem um potencial enorme de pessoas que doam sangue. Nós conhecemos pessoas de Nova Era e João Monlevade, por exemplo, que com certeza virão para Itabira. E sendo na cidade, certamente teremos pessoas que pensarão ‘ah, não vou precisar viajar para Belo Horizonte e pegar BR-381, consigo doar aqui’. Esse número irá aumentar bastante”.

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Rafael Meireles integra o grupo desde 2019. Foto: Victor Eduardo/DeFato Online

Drama pessoal

Integrante do Doe Vida desde 2018, Rita de Cássia abraçou a causa em um momento delicado da vida, quando seu irmão, Wanderson, tratava uma leucemia e precisava urgentemente de doadores.

Segundo ela, quando a ONG passou a se envolver no caso, foram encontradas cerca de 20 pessoas com o mesmo tipo sanguíneo do irmão, culminando em um transplante que lhe deu uma estabilidade que perduraria durante cerca de 10 meses. Porém, entre as idas e vindas da doença, Wanderson faleceu após contrair dengue no hospital em que estava internado. No entanto, Rita segue atuante na causa, utilizando a história familiar como impulso para ajudar outras pessoas.

“Não podemos desistir de ajudar as pessoas porque um familiar faleceu. A gente sabe que muitos precisam de nós, para que se sintam motivados, pois tem pessoas que param no meio do caminho. Por exemplo, na minha família só eu que doo sangue, outras pessoas não se sentem motivadas”, pontua.

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Rita de Cássia homenageou seu irmão, Wanderson, durante a passeata. Foto: Victor Eduardo/DeFato Online