Em nota, Hospital Margarida afirma ter 19 respiradores e que investe doações em melhorias na estrutura

A estrutura do hospital no combate à pandemia do coronavírus é pauta em Monlevade e região. Município confirmou o quarto caso da doença

Em nota, Hospital Margarida afirma ter 19 respiradores e que investe doações em melhorias na estrutura
Hospital Margarida tem dois pacientes internados com coronavírus – Foto: Cíntia Araújo/DeFato Online

O Hospital Margarida emitiu nota técnica na tarde desta quarta (22), para explicar sobre a estrutura da casa de saúde no combate à pandemia do coronavírus. O assunto é pauta em João Monlevade, após afirmações do médico Luis Alpino Prandini, sobre a precariedade da estrutura. Conforme já adiantado pela DeFato, o médico afirmou que o hospital tem seis respiradores e 10 leitos para isolamento de pacientes com o covid-19.

A nota encaminhada é assinada pelo médico e diretor técnico Marcos André Crim Câmara; pela médica e diretora clínica, Daniela Silva Freitas e pela administradora do Margarida, Jussara Célia Ferreira. O texto do documento inicia afirmando que o hospital trabalha com clareza e responsabilidade nesta crise da saúde. Ainda conforme a nota, há uma área preparada emergencialmente para o tratamento aos pacientes com covid-19, denominada Ambulatório de Síndrome Gripal Grave. Neste local há oito leitos, sendo cinco com respiradores para atendimento a pacientes adultos e outros três para casos graves, mas sem indicação de respiração mecânica.

É detalhado também que dois leitos do Centro de Terapia Intensiva (CTI) estão separados para uso exclusivo de pacientes com coronavírus em estado grave. Chama atenção ainda o trecho da nota em que é afirmado que o hospital tem 19 respiradores para uso imediato, caso necessário. Tal informação contradiz a afirmativa do médico, amplamente divulgada em rede social, de que o hospital teria apenas seis respiradores.

Procedimentos eletivos suspensos

No que diz respeito aos processos eletivos, estes estão suspensos no Hospital Margarida, o que por si só prejudica a obtenção de receita. A suspensão é justamente para que os leitos sejam direcionados ao tratamento de pacientes com coronavírus. A casa de saúde afirma ainda que a partir do dia 4 de maio, outros 10 leitos de CTI e mais 14 de enfermaria serão concluídos para atendimento exclusivo aos casos da pandemia. Assim o Margarida terá 34 leitos exclusivos para a situação, conforme também adiantado pela DeFato.

Outro questionamento levantado em rede social é o investimento feito a partir das doações de empresas de Monlevade, como a ArcelorMittal, que doou R$4 milhões à casa de saúde. A diretoria e administração do hospital explicou que os 24 leitos a serem implantados serão custeados durante quatro meses, a partir das doações feitas. Assim, os oito leitos de CTI continuarão sendo utilizados no atendimento a pacientes de outras patologias de Monlevade e região.