Em novo momento da carreira, itabirano encara os desafios do futebol japonês

Jô veste a camisa do Sagan Tosu desde janeiro de 2025

Em novo momento da carreira, itabirano encara os desafios do futebol japonês
Foto: Divulgação

Com passagens por times como Avaí, Botafogo e CSA no futebol brasileiro, o itabirano Jean Hebert de Freitas, popular Jô, agora encara uma nova – e desafiadora – experiência na carreira: o futebol japonês. O atacante veste a camisa, desde 2025, do Sagan Tosu, com quem possui mais dois anos de contrato.

Uma trajetória inicialmente complicada, mas que, aos poucos, vai se acertando. “A experiência tem sido boa. É um país muito desenvolvido e muito diferente do Brasil, tanto no futebol quanto na cultura. Ao chegar, foi um choque de realidade, mas agora estou há pouco mais de um ano, já consegui me adaptar à cultura, então está mais tranquilo.”

Uma das principais diferenças, claro, diz respeito ao futebol jogado em cada país. Jô conheceu de perto a tão falada velocidade asiática nos campos. “O futebol japonês é mais rápido, mais detalhado tanto no jogo quanto no treino. Mas é um bom futebol, depois que se adapta, você e seu corpo começam a entender melhor. Geralmente, o jogador que vem do Brasil perde um pouco de peso, pelo fato do jogo ser mais rápido e exigir mais fisicamente”, explica.

Ao contrário de outras equipes, o atacante é o único brasileiro do elenco do Sagan Tosu. Um dificultador importante no processo de adaptação do itabirano, que ainda precisou enfrentar lesões.

“Os clubes geralmente têm dois, três brasileiros, mas eu sou o único brasileiro no elenco. E foi um pouco difícil para mim, pois a língua é muito diferente. Quando você está no Brasil, já tem essa noção, mas quando chega aqui, é pior ainda. No ano passado tive problemas com lesões, no Brasil eu não tinha, e isso atrapalhou um pouco. Mas neste ano as coisas vão fluir melhor”.

Um otimismo que certamente está aliado ao momento do itabirano como pessoa. O Jô de 2026, garante, é muito diferente daquele que nos concedeu entrevistas há cerca de cinco anos.

“Desde aquele período, evoluí muito como atleta e como pessoa. Quando você está experiente, aprende com os erros. Hoje é um Jô mais maduro e consciente. Tenho muito a aprender ainda, mas hoje sou uma pessoa mais completa”, celebra o atacante, que não pretende voltar tão cedo ao futebol brasileiro.

“Gosto da culinária do Brasil, do clima, aqui no Japão é tão frio que chega a nevar. Mas a princípio não penso em voltar, tenho mais dois anos de contrato, penso em cumpri-lo e o clube me quer aqui”, resume.

*Texto escrito pelo jornalista Victor Eduardo