Em visita a Itabira, Marília Campos comenta sobre habilitação da radioterapia e debate diversificação econômica 

Marília afirmou que pretende levar a discussão sobre o pós-mineração em Itabira para o debate nacional, especialmente diante dos impactos da reforma tributária sobre as cidades mineradoras

Em visita a Itabira, Marília Campos comenta sobre habilitação da radioterapia e debate diversificação econômica 
Foto: Guilherme Guerra/DeFato
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A ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado por Minas Gerais, Marília Campos (PT), esteve em Itabira na manhã desta quinta-feira (28), em agenda articulada pelo prefeito Marco Antônio Lage (PSB). Durante a visita, Marília concedeu entrevista à imprensa, comentando sobre a recém instalada unidade de radioterapia no município e os desafios econômicos enfrentados pela cidade diante da dependência da mineração.

Em conversa na entrada da Prefeitura de Itabira, Marília afirmou que veio à cidade para compreender de perto as demandas regionais e reforçou a intenção de atuar como interlocutora dos municípios mineiros junto ao Governo Federal caso confirme a candidatura ao Senado. “Eu fui reconhecer os avanços que Itabira teve. Um hospital de média complexidade, alta complexidade, atende Itabira, atende a microrregião e quer se transformar num hospital que atende a macrorregião”, destacou.

A petista  chamou atenção para a importância do novo serviço de radioterapia implantado em Itabira, inaugurado em dezembro do ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e ressaltou o impacto da estrutura para pacientes oncológicos de toda a região.

“Recentemente recebeu a integração do Centro de Tratamento de Radioterapia para ter o tratamento integral para a oncologia, o que é muito importante, porque a gente sabe o que é um paciente oncológico se deslocar para receber o tratamento. Então, isso garante acesso, garante qualidade, garante vida”, afirmou.

Apesar de já estar em funcionamento e atender cerca de 800 pacientes, a unidade ainda aguarda a habilitação definitiva no Sistema Único de Saúde para começar a receber os repasses estaduais e federais. Atualmente, o serviço recebe aportes de custeio pela Prefeitura de Itabira. Segundo Marília Campos, a documentação necessária já está praticamente concluída e o processo depende apenas de avanços burocráticos junto ao Estado e ao Ministério da Saúde.

“Como eu tenho vários contatos, a gente está fazendo os contatos para tentar agilizar, porque já foi inaugurado, só que ainda o hospital não está recebendo os recursos da habilitação”, explicou. “Pelo que eu pude me inteirar, já está praticamente toda pronta a papelada, está precisando de uma cutucada. E é isso que eu farei.”

Diversificação econômica

Outro tema abordado pela DeFato durante a entrevista foi o futuro econômico de Itabira e a necessidade de preparar o município para o cenário pós-mineração. Marília afirmou que pretende levar a discussão para o debate nacional, especialmente diante dos impactos da reforma tributária sobre as cidades mineradoras. “Não só essa discussão, mas a reforma tributária impacta todas as cidades mineradoras, especialmente Itabira”, afirmou.

“Quero discutir com as cidades mineradoras para que elas tenham um tempo de transição e, com os recursos da mineração, possam promover a diversificação da atividade econômica.”

A política defendeu que os royalties e recursos gerados pela mineração sejam utilizados como instrumento de preparação econômica para o futuro, evitando que os municípios sofram com o eventual esgotamento da atividade mineral.

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