Embaixada americana ataca Moraes e amplia tensão com o Brasil

No perfil, Beattie afirma que Moraes é o “coração pulsante do complexo de perseguição e censura contra Jair Bolsonaro”

Embaixada americana ataca Moraes e amplia tensão com o Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nota oficial no perfil da embaixada americana publicada na plataforma X, nesta quinta-feira (24), com uma declaração de Darren Beattie, subsecretário de Diplomacia Pública do governo Donald Trump elevou a tensão com o Brasil após ataques feitos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No perfil, Beattie afirma que Moraes é o “coração pulsante do complexo de perseguição e censura contra Jair Bolsonaro”, acrescentando que o ministro restringe a liberdade de expressão em território norte-americano.

“Graças à liderança do presidente Trump e do secretário Rubio, estamos atentos e tomando as devidas providências”. A publicação foi traduzida para o português pela representação diplomática no Brasil.

A declaração do subsecretário norte-americano ocorre após a revogação por Marco Rubio, secretário de Trump, do visto de Moraes, seus familiares e outros ministros da Corte, por decisões, inclusive, relacionadas a Bolsonaro, que representam uma forma de censura com impacto além das fronteiras brasileiras, numa nítida contestação às decisões de Moraes, como a imposição de tornozeleira eletrônica ao ex-presidente Bolsonaro.

As decisões de Alexandre de Moraes contra o ex-presidente se devem à sua participação no âmbito de investigações por tentativa de golpe de Estado, determinando medidas cautelares, como restrição de manter contatos com embaixadores, com seu próprio filho, Eduardo Bolsonaro, atualmente residindo nos EUA, não se ausentar de sua residência nos horários entre as 19h e 07 h da manhã e abster-se de sair nos finais de semana, além da proibição de utilização das redes sociais.

Existe o temor que Bolsonaro possa solicitar asilo diplomático em qualquer embaixada em Brasília, portanto as medidas restritivas.

*Fonte: Carta Capital