Empresários americanos recomendam ao Brasil não retaliar Trump
As sugestões partiram do que os executivos americanos puderam observar nas negociações com outros países
Grandes empresários norte-americanos reunidos nesta segunda-feira (28), com senadores brasileiros sugeriram ao Brasil nas tratativas com Trump, a não retaliação, porque ele vai dobrar a aposta, mas que devem focar em investimentos de longo prazo e em negócios que despertem o interesse americano.
No encontro, os empresários admitiram que existem produtos que eles praticamente importam somente do Brasil, com máquinas e implementos agrícolas e frutas, além de aviões da Embraer.
Entre as sugestões, a de que as demandas de exceções à tarifa de 50% devem partir de casos específicos e localizados, que sejam do interesse deles, além de gestos de boa vontade do governo brasileiro, concretos, como a própria reunião.
As sugestões partiram do que os executivos americanos puderam observar nas negociações com outros países. Estiveram presentes à reunião representantes de grandes multinacionais, como Cargill, Caterpillar. DHL, Exxon Mobil, IBM, Jhonson & Jhonson, Kimberly-Clark, Merc, Novelis, Dow Chemical, S&P Global e Shell USA.
A senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura era uma das integrantes do grupo brasileiro, que deixou claro aos anfitriões que a missão em Washington não é negociar, mas abrir um canal de diálogo e mostrar disposição para uma conversa com resultados duradouros.
Os executivos americanos admitiram dificuldade de acesso aos tomadores de decisões, demasiadamente concentradas no presidente Trump, e se lembram que em outros governos havia mais proximidade entre eles.
Também estranharam o fato de a situação e oposição norte -americana terem alinhado posições e focado no interesse nacional.




