Empresários itabiranos ignoram crise e partem para novas empreitadas

Mariane Barcelos, Roger Guimarães, Otávio Lage, Marcus Martins, Cida Coelho e Delmo Coelho empreenderam mesmo em tempos de crise

Empresários itabiranos ignoram crise e partem para novas empreitadas

O presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agropecuária de Itabira (Acita), Marco Aurélio Garcia Matos, costuma usar uma frase muito pertinente ao momento econômico pelo qual passa o Brasil: “Em tempos de crise, há os que choram e os que vendem os lenços”. Na visão dele, de nada adianta reclamar do comércio ruim, das demissões ou dos governantes. O momento é de arregaçar as mangas e pensar positivo, planejar e investir. É o contra-ataque.

Cautela? Sim, é preciso. Mas essa é uma palavra que deve estar sempre presente no vocabulário do empreendedor, independentemente do cenário. “Pés no chão é uma preocupação cotidiana. Temos de saber como investir, onde enxugar despesas e como explorar as oportunidades que surgem”, diz Marco Aurélio. “Pregamos na Acita a diversificação econômica, não somente no pós-minério. Diversificação agora, já. Assim, Itabira ficará mais forte e encorpada para passar por qualquer crise futura”, ressalta.

Opinião bem parecida tem o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Itabira, Maurício Martins, entidade que representa um dos setores que mais emprega no município: o comércio. Segundo ele, o mercado de Itabira é dinâmico e, a exemplo do que foi em 2008/2009, não se deixará abalar com a crise. “Itabira está seguindo em frente e existem pessoas obtendo ótimos resultados. A importância do comércio é enorme; empregamos atualmente mais de 15 mil pessoas. Somos privilegiados por termos um comércio forte”, destaca.

Maurício lembra de quando muitas pessoas saíam de Itabira para comprar em Belo Horizonte – naquela época, havia escassez de produtos por aqui, realmente. Hoje isso não é mais necessário. Para o empresário, em Itabira há de tudo e o itabirano tem ciência disso. Além do mais, o ciclo da economia não pode parar de girar.

Conheça, a seguir, exemplos de pessoas que preferem “vender lenços”.