Enchente arranca ponte em comunidade rural de Itabira

Ponte caiu com as chuvas do dia 26 de dezembro

Enchente arranca ponte em comunidade rural de Itabira
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Uma ponte que liga as comunidades de Oliveira Castro e Ribeirão de Cima, em Itabira, foi destruída com as fortes chuvas que caíram sobre a região no final de dezembro. Moradores das localidades sofrem com a dificuldade de locomoção e temem a volta às aulas. A ponte era de cimento, mas mesmo assim não resistiu à força da água e desceu correnteza abaixo.
 
O fazendeiro Jorge de Azevedo, que mora do lado de cima da passagem, conta que agora todos os moradores da cabeceira do córrego precisam dar uma volta maior para sair na rodovia MGC-120, próximo à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Antes eles conseguiam acessar a rodovia bem mais rapidamente, passando pelo trevo da Belmont.
 
De acordo com Jorge, o desabamento era esperado. Ele conta que há oito anos pede providências à Prefeitura para reforçar as bases da ponte para o período chuvoso. Secretários de obras dos governos anteriores foram ao local algumas vezes, prometeram providências, mas nada aconteceu. No dia 26 de dezembro passado, a enchente rasgou as cabeceiras da construção e ela foi embora.
 
A preocupação maior dos moradores é com o início das aulas. Crianças que moram na parte superior da ponte, em comunidades como o Ribeirão de Cima, precisam atravessar o córrego para chegar à escola. Uma alternativa é passar pela rodovia, mas há um túnel na entrada da localidade de Engenho que, segundo moradores, não passa ônibus. E as aulas começam no mês que vem.
 
Seis meses
O secretário de Obras, Sebastião Ayres, disse que já esteve no local para conhecer o problema. Segundo ele, a obra vai demandar um prazo de pelo menos seis meses para ficar pronta. Tião disse que será preciso fazer uma licitação e todos seus processos burocráticos para depois iniciar os serviços.
 
Os restos de concretos que ficaram presos às margens do rio serão demolidos e a obra precisará ser bem feita para aguentar as próximas enchentes. Segundo o secretário, até junho tudo deve estar normalizado. A respeito das aulas, ele disse que fará reuniões para acertar com a secretaria de Educação uma alternativa, como mudança no itinerário, para não prejudicar o ano letivo dos alunos.
 
Outra ponte
Sobre o mesmo córrego, a ponte que dá acesso à fazenda de Jorge de Azevedo também desabou. O fazendeiro disse que é a terceira vez que isso acontece. Jorge tem gado leiteiro e nem vende mais sua produção porque o caminhão não atravessa o riacho para chegar ao curral. O produtor até insistiu no começo e baldeava os latões de leite em carrinho de mão até onde o caminhão conseguia chegar, mas estava dando trabalho demais e ele desistiu.