Encontro da ESCALB na Unifei debate tecnologias para reaproveitamento de rejeitos e futuro econômico de Itabira

O encontro anual da ESCALB foi realizado na tarde desta sexta-feira (8), no campus da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), reunindo pesquisadores, representantes de universidades, autoridades políticas e lideranças locais para discutir alternativas de aproveitamento dos rejeitos da mineração e estratégias voltadas à diversificação econômica de Itabira. O evento também marcou discussões sobre a Rede […]

Encontro da ESCALB na Unifei debate tecnologias para reaproveitamento de rejeitos e futuro econômico de Itabira
Foto: Galvani Silva/DeFato
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O encontro anual da ESCALB foi realizado na tarde desta sexta-feira (8), no campus da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), reunindo pesquisadores, representantes de universidades, autoridades políticas e lideranças locais para discutir alternativas de aproveitamento dos rejeitos da mineração e estratégias voltadas à diversificação econômica de Itabira.

O evento também marcou discussões sobre a Rede Mineral e o Centro de Tecnologias para a Valoração de Rejeitos de Mineração, iniciativa que busca promover o diálogo entre a Prefeitura de Itabira, a Reitoria da Unifei, pesquisadores e demais atores estratégicos para o planejamento de ações conjuntas voltadas ao desenvolvimento de tecnologias para a mineração.

Durante o encontro, o prefeito Marco Antônio Lage (PSB) destacou a importância da aproximação entre universidade, poder público e pesquisa científica para o futuro econômico do município. Segundo ele, a Prefeitura trabalha em um convênio para criação de um centro de excelência em pesquisa e desenvolvimento voltado à valorização dos rejeitos minerais na Unifei. “O aproveitamento de rejeito é um tema estratégico para Itabira. Finalmente, a Unifei trabalhando e desenvolvendo pesquisas para projetos de diversificação econômica da cidade”, afirmou o prefeito. Marco Antônio também ressaltou o potencial da indústria de transformação ligada aos minerais críticos e demonstrou otimismo quanto ao avanço de investimentos em pesquisa e desenvolvimento nas próximas décadas.

O reitor da Unifei, Marcel Parentoni, afirmou que a universidade tem responsabilidade direta na produção de soluções tecnológicas para problemas de impacto social e ambiental. “Quando falamos do rejeito da mineração, estamos falando de transformar um passivo ambiental em um ativo econômico e estratégico”, declarou. Segundo ele, a universidade busca produzir conhecimento capaz de gerar impacto real para a sociedade, especialmente em temas ligados à sustentabilidade e à economia circular.

Relevância do debate

Também presente no encontro, o presidente da Câmara Municipal de Itabira, Carlos Henrique da Silva, o “Carlin Filho” ressaltou a relevância do debate diante da realidade minerária do município, que possui mais de 25 barragens de rejeitos. “É uma oportunidade de conhecer tecnologias e discutir alternativas para transformar esse rejeito em ativo econômico”, afirmou. O vereador citou possibilidades de reaproveitamento do material em produtos como manta asfáltica e porcelanato, além de defender a união entre poder público, setor empresarial e universidades na busca por soluções para o pós-mineração.

Segundo Carlin Filho, a presença da universidade e da comunidade científica é fundamental para desenvolver alternativas que reduzam impactos ambientais e criem novas oportunidades econômicas para Itabira.