O que o ponta Yan Diomandé e o meio-campista Ayyoub Bouaddi têm em comum? Jovens promessas dos seus países, ambos foram destaques da primeira rodada da Copa do Mundo.
Enquanto o habilidoso marfinense de 19 anos apresentou seu grande repertório de dribles no confronto contra o Equador, no último domingo (14), o jovem marroquino, hoje com apenas 18 anos, dominou o meio-campo no empate por 1 a 1 entre Brasil e Marrocos.
Dois atletas com uma enorme margem de evolução, mas que, sem medo, já assumem o protagonismo.
No Brasil, entretanto, outra grande revelação é cada vez mais escanteada. O refino técnico e a personalidade de gente grande não são suficientes para garantir a Endrick minutos importantes na Seleção Brasileira. Reforço: não estamos falando sobre titularidade, mas sim oportunidades.
É inexplicável a forma como Carlo Ancelotti e sua comissão técnica ignoram o jovem atacante do Real Madrid, mesmo diante de todo o apelo popular. Em qualquer outra seleção do mundo, Endrick seria, no mínimo, o décimo segundo jogador.
Seu jogo possui tudo o que é necessário atualmente para o escrete canarinho. Força, personalidade, faro de gol e coragem. Sobretudo coragem. A opaca atuação do último sábado (13), contra Marrocos, exigia alguém com essa característica para mudar o panorama do jogo. Mas Ancelotti preferiu mantê-lo no banco durante os 90 minutos.
O motivo para tal? Ninguém sabe. Em meio à incerteza, aliás, surgem várias teorias da conspiração. O fato concreto é que, na contramão do que se vê em outras seleções, o Brasil opta por esconder um dos seus principais talentos. Uma pena.
Sobre o colunista
Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.
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