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Enquanto as seleções revelam seus talentos ao mundo, Brasil esconde o seu

Enquanto as seleções revelam seus talentos ao mundo, Brasil esconde o seu

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O que o ponta Yan Diomandé e o meio-campista Ayyoub Bouaddi têm em comum? Jovens promessas dos seus países, ambos foram destaques da primeira rodada da Copa do Mundo.

Enquanto o habilidoso marfinense de 19 anos apresentou seu grande repertório de dribles no confronto contra o Equador, no último domingo (14), o jovem marroquino, hoje com apenas 18 anos, dominou o meio-campo no empate por 1 a 1 entre Brasil e Marrocos.

Dois atletas com uma enorme margem de evolução, mas que, sem medo, já assumem o protagonismo.

No Brasil, entretanto, outra grande revelação é cada vez mais escanteada. O refino técnico e a personalidade de gente grande não são suficientes para garantir a Endrick minutos importantes na Seleção Brasileira. Reforço: não estamos falando sobre titularidade, mas sim oportunidades.

É inexplicável a forma como Carlo Ancelotti e sua comissão técnica ignoram o jovem atacante do Real Madrid, mesmo diante de todo o apelo popular. Em qualquer outra seleção do mundo, Endrick seria, no mínimo, o décimo segundo jogador.

Seu jogo possui tudo o que é necessário atualmente para o escrete canarinho. Força, personalidade, faro de gol e coragem. Sobretudo coragem. A opaca atuação do último sábado (13), contra Marrocos, exigia alguém com essa característica para mudar o panorama do jogo. Mas Ancelotti preferiu mantê-lo no banco durante os 90 minutos.

O motivo para tal? Ninguém sabe. Em meio à incerteza, aliás, surgem várias teorias da conspiração. O fato concreto é que, na contramão do que se vê em outras seleções, o Brasil opta por esconder um dos seus principais talentos. Uma pena.

Sobre o colunista

Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.

O conteúdo expresso é de total responsabilidade do colunista e não representa a opinião do portal DeFato Online.

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