Confiança na própria capacidade
Sem farda, o nome dela é Jaimezine Sania. No 26º Batalhão, sargento Sania. Natural de São Domingos do Prata e há 15 anos na companhia, a policial comemora a data em que a mulher se inseriu no serviço militar. “Eu acho que viemos para trazer sensibilidade à corporação, com um olhar sensível e humano. Nós evocamos a sensibilidade retraída que o homem tem”, declara.
Sania trabalha na parte administrativa do Batalhão, esporadicamente com escalas, gerenciando o policiamento no turno operacional. Ela coordena a parte burocrática, encaminhando os militares para os treinamentos da unidade, como com armas de fogo; de condicionamento físico; treinamentos técnicos; de defesa pessoal.
Aos 33 anos, a sargento, que é mãe de um menino de dois anos, diz que não se sente nem um pouco desvalorizada trabalhando em um ambiente rodeado de homens. “Eu amo muito o que faço. Se pudesse voltar aos meus 18 anos, era a profissão que escolheria. Eu entraria de novo na PM”, afirma . “Somamos nossas habilidades com as deles, com uma pitada de afeto e carinho próprios do ser feminino, transformando assim a cultura militar”, completa.
Sexo frágil?
Antes dos 19 anos, cabo Aline não tinha interesse em servir à Polícia. Até que se inscreveu no concurso por incentivo da mãe. Aos 37 anos, 17 deles dedicados à Polícia Militar, a cabo demonstra gratidão a Deus, como ela própria diz, por ter se tornado uma policial. E ela se dedicou a cada dia. Tanto que é a primeira motorista policial feminino em Itabira. Atualmente, ela trabalha no serviço operacional, junto às viaturas das Rondas Táticas Municipais (Rotam).
“Gosto muito de trabalhar na rua”, diz, com satisfação. Porém, em abordagens com vítimas, seu lado feminino se aflora. “Temos que olhar de forma imparcial, mas não tem como não me emocionar com ocorrências com mulheres e crianças. Não tem como”, confessa. Sempre pronta a atuar na luta contra a criminalidade, Aline realiza abordagens a suspeitos, e apreensões.
Sempre com as unhas feitas e os cabelos arrumados, cabo Aline, é respeitada por todos os colegas de trabalho. Tanto, que ela comanda homens e, segundo a militar, eles aceitam e até gostam, porque acreditarem em seu desempenho. Para ela, os 30 anos das mulheres na corporação em Minas Gerais representam uma vitória muito grande ao sexo visto como frágil. “Comecei há 17 anos e vi o crescimento da corporação e o apoio dos colegas”, diz. Aline sente muito orgulho de estar na corporação. “Se hoje sou o que sou, é graças aos meus comandantes e aos meus irmãos de farda, que nos aceitaram. Somos uma família”, encerrou a militar, que ainda é mãe de um casal.