Equipe da Unifei Itabira conquista 1º lugar em competição latino-americana de lançamento de foguetes 

Além do título na categoria de 500 metros, a equipe conquistou o segundo lugar em Dinâmica de Voo, pelo Prêmio Juan Pablo Rengifo, e terminou a competição na sexta colocação geral

Equipe da Unifei Itabira conquista 1º lugar em competição latino-americana de lançamento de foguetes 
Foto: Falcon-6 Rocket Design

A Falcon-6 Rocket Design, equipe de desenvolvimento de foguetes da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) Campus Itabira, conquistou o primeiro lugar no desafio de foguetes com apogeu de 500 metros da 7ª Latin American Space Challenge (LASC), realizada entre os dias 2 e 5 de setembro, em Iacanga (SP). A competição reuniu equipes de diferentes instituições em desafios que envolvem projeto, construção, testes e lançamento de foguetes.

Além do título na categoria de 500 metros, a equipe conquistou o segundo lugar em Dinâmica de Voo, pelo Prêmio Juan Pablo Rengifo, e terminou a competição na sexta colocação geral. Ao todo, 32 integrantes da Falcon-6 participaram presencialmente do evento. A equipe conta atualmente com cerca de 50 membros.

O resultado foi alcançado com o foguete Zezé, desenvolvido para a categoria de 500 metros de apogeu e lançado durante a competição. O protótipo passou pelas avaliações técnicas exigidas pela organização, foi lançado e posteriormente recuperado com sucesso pelos integrantes da equipe. O desempenho garantiu a primeira colocação entre cerca de 20 equipes inscritas na categoria.

A competição não se resumiu ao lançamento. Antes de chegar à plataforma, as equipes precisam apresentar relatórios teóricos do projeto e documentos que comprovem a realização de testes de funcionalidade e segurança. Durante o evento, os foguetes também passam por avaliações antes de serem liberados para o lançamento. Depois da decolagem, fatores como o funcionamento do sistema de recuperação, a recuperação do foguete e os dados registrados pelos sensores embarcados também influenciam a pontuação.

Evolução desde a estreia

A participação deste ano representa uma evolução para a Falcon-6, que teve contato com a LASC pela primeira vez em 2023. Recém-criada, a equipe recebeu apoio da Unifei para acompanhar a quinta edição da competição, realizada em Tatuí (SP), com o objetivo de conhecer o evento, estabelecer contatos com outras equipes e se preparar para futuras disputas. No início de 2024, a Falcon-6 se inscreveu no edital da sexta edição da LASC e começou a desenvolver seu primeiro foguete. Embora a competição não tenha sido realizada naquele ano por falta de um local adequado, o trabalho continuou.

A estreia competitiva ocorreu em 2025, novamente em Iacanga, com o foguete Falcon-one, desenvolvido para a categoria de 500 metros e utilizado na missão Shinestone — nome em inglês para “Pedra que brilha”, em referência a Itabira. Na ocasião, a equipe terminou na quarta colocação da categoria. Apesar do bom desempenho nas avaliações e no lançamento, o Falcon-one não foi recuperado após o voo, o que impediu a obtenção dos dados reais registrados pelos sensores. Simulações posteriores, no entanto, indicaram que o foguete teria atingido um apogeu próximo de 1 quilômetro.

Para 2026, a equipe avaliou duas possibilidades: aprimorar o projeto para disputar a categoria de 1 quilômetro ou aperfeiçoar o foguete de 500 metros. A segunda opção foi escolhida como estratégia para consolidar os conhecimentos adquiridos e aprimorar a integração entre os diferentes setores da equipe. A missão recebeu o nome “E agora, José?”, em referência ao poema do escritor itabirano Carlos Drummond de Andrade. O foguete utilizado na competição foi batizado de Zezé.

 

Ciência e apoio

Além da participação em competições, a Falcon-6 desenvolve atividades de divulgação científica no campus da Unifei e em escolas. As ações são realizadas também em parceria com o Grupo de Estudos em Astronomia e Astronáutica (GEAA) e incluem palestras sobre a física envolvida no funcionamento dos foguetes, observação do céu com telescópios e oficinas de foguetes movidos a água para crianças e jovens.

Para viabilizar as atividades e a participação na LASC, a equipe contou com apoio da Unifei, empresas de software, uma escola de idiomas e empresas locais. Entre os apoios recebidos estiveram licenças estudantis de softwares, recursos para aquisição de materiais e descontos para preparação dos integrantes para a competição internacional, realizada em inglês.

Com o resultado obtido em 2026, a Falcon-6 pretende ampliar os projetos de divulgação científica e desenvolver novos foguetes para competições futuras. Para isso, a equipe busca novos patrocinadores para contribuir com os custos de desenvolvimento, fabricação e participação em eventos.

Interessados em apoiar o projeto podem entrar em contato com a equipe pelo e-mail: [email protected]