A arbitragem virou pauta na Cidade do Galo nos últimos dias. Com direito a nota nas redes sociais e reunião com a Federação Mineira de Futebol (FMF), nomes fortes do clube, como o CSO Paulo Bracks, cobraram a entidade máxima do futebol mineiro por supostos erros de arbitragem que prejudicaram o Atlético no Estadual.
As principais reclamações giram em torno do gol anulado contra o América e os pedidos de pênalti nos confrontos contra Cruzeiro e Athletic, este o mais recente. Na opinião deste que vos escreve, apenas o lance do último final de semana deveria terminar com a bola na marca do cal. As demais decisões, reconhecendo a subjetividade envolvida em cada análise, foram corretas.
Dito isso, sendo justas ou não as queixas, o Atlético não pode tratar a fraca campanha no Estadual como consequência única e exclusiva da (falta de) qualidade da nossa arbitragem. Além de conseguir a primeira vitória apenas na quinta rodada, velhos erros, da gestão aos jogadores, seguem acontecendo.
Embora mais oxigenado, o elenco continua com carências apontadas pelo torcedor há muito tempo. As principais delas a falta de um camisa 5 no meio campo e zagueiros mais confiáveis.
Os dois problemas impactam diretamente no desempenho defensivo do time. Será difícil sonhar alto tendo a certeza que sempre entrará em campo com um gol sofrido. Nem sempre as viradas acontecerão.
No campo, os jogadores também possuem sua responsabilidade. É impressionante a incapacidade do Atlético de transformar em gols a sua alta produção ofensiva. O time é claramente bem treinado, possui variações e tem volume ofensivo. Mas, seja por apatia ou falta de qualidade, desperdiça inúmeras oportunidades jogo a jogo.
Na última partida, isso custou caro. O empate contra o pior time do Campeonato Mineiro poderia ter sido uma vitória tranquila, dado o desempenho, sobretudo, no primeiro tempo.
Claro, não é justo ignorar o pênalti sofrido por Cuello aos 47 minutos do primeiro tempo. Mas precisava depender da nossa tenebrosa arbitragem para vencer um adversário tão limitado? Reclamar é do jogo, mas se esconder atrás disso é um erro que pode custar a vaga nas semifinais do Campeonato Mineiro.
Sobre o colunista
Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.
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